Petrolíferas não conseguem ampliar presença feminina, diz BCG

Mulheres representaram apenas 22% do quadro de funcionários de empresas globais de petróleo e gás em 2020

Pesquisa listou uma série de obstáculos à carreira de mulheres nesse setor
Por David Wethe
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Bloomberg — O setor petrolífero aparentemente não consegue segurar profissionais do gênero feminino. Esta foi a conclusão de uma pesquisa apresentada durante o World Petroleum Congress, evento em Houston esta semana onde as mulheres representaram apenas 20% dos palestrantes.

A participação feminina nos quadros das empresas globais de petróleo e gás ficou em apenas 22% em 2020, o mesmo percentual de 2017, segundo estudo da Boston Consulting Group. O setor vem recrutando mais mulheres, mas elas não ficam nesses empregos, explicou Andrea Ostby, diretora-gerente e sócia da BCG. A pesquisa listou uma série de obstáculos à carreira delas, incluindo avaliações injustas e falta de treinamento.

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Outras indústrias estão alcançando maior diversidade de gênero. A estagnação no setor petrolífero indica que a “guerra por talentos começou”, alertou Ostby. “Pessoas em todos os setores entenderam a importância da diversidade para os resultados.”

As empresas estão cada vez mais interessadas em ter maior equilíbrio entre homens e mulheres no quadro de colaboradores porque o resultado financeiro é melhor. Companhias com três ou mais diretoras mulheres entregam retorno sobre o patrimônio 53% maior do que as companhias com menos mulheres na diretoria, enquanto empresas com diversidade acima da média na liderança veem melhoria de quase 10% nos lucros excluindo alguns itens, apontou Ostby.

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