Aviões espiões dos EUA sondam Mar da China Meridional

Tensão entre os países aumenta; gigante asiático afirma que atitude fere seriamente sua segurança territorial

Porta-voz da marinha afirma que EUA preza por defender um Indo-Pacífico livre e aberto
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Bloomberg — Os militares dos Estados Unidos pilotaram um número recorde de aviões espiões sobre o Mar da China Meridional em novembro, disse um think tank chinês, enquanto as tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentam.

As aeronaves dos EUA realizaram 94 investidas no mês passado, disse a Iniciativa de Sondagem da Situação Estratégica do Mar da China Meridional em publicação em sua conta verificada na rede social Weibo. Foi um aumento de 25% em relação ao recorde de fevereiro, segundo dados do grupo, que relata dados de atividade no corpo d’água desde 2019.

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O Boeing P-8 Poseidon, avião de vigilância antissubmarinos, foi responsável por quase quatro quintos dos voos do mês passado, disse o think tank.

O máximo em um único dia ocorreu em 4 de novembro, quando os EUA enviaram 10 aviões, segundo o think tank, enquanto o grupo de ataque do porta-aviões USS Carl Vinson navegava pela região. O recorde de 23 janeiro era de sete aviões.

Um porta-voz da 7ª Frota afirmou por e-mail à Bloomberg News na sexta-feira (3) que “navios e aeronaves da Marinha dos EUA operam rotineiramente nas águas internacionais do Mar da China Meridional e estão empenhados em sustentar sua rede de alianças e parceiros e defender um Indo-Pacífico livre e aberto”.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse na sexta-feira em coletiva de imprensa em Pequim que seu país se opõe aos voos e solicitou que os EUA os suspendessem. “Isso infringe gravemente a segurança territorial da China”, disse ele. “Isso cria tensão e aumenta o risco de conflitos regionais”.

O presidente Joe Biden está tomando uma posição firme em oposição às amplas reivindicações territoriais da China nas águas disputadas. Os EUA realizaram pelo menos cinco trânsitos com navios este ano pelo mar onde Vietnã, Filipinas e Taiwan reivindicam a soberania.

Os EUA também expandiram seu alcance de voos mês passado ao enviar uma aeronave de patrulha sobre o Estreito de Taiwan que chegou a cerca de 16 milhas náuticas (29 quilômetros) das águas territoriais da China, relatou o think tank. A instituição não especificou a distância mais próxima atingida anteriormente.

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Os aviões do Exército de Libertação do Povo voam regularmente próximo a Taiwan – província que o Partido Comunista considera separatista, apesar de nunca tê-la governado. Na semana passada, a China enviou 27 caças à zona de identificação de defesa aérea ao sudoeste de Taiwan, depois que uma autoridade dos EUA desafiou a exigência chinesa de que ela desistisse de uma viagem à ilha.

O Partido Progressista Democrático no poder de Taiwan afirma que a ilha é uma nação soberana de fato que aguarda reconhecimento internacional mais amplo. O governo de Taipei evita emitir uma declaração formal de independência que poderia desencadear uma guerra.

--Com assistência de Philip Glamann.

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