Aston Martin conta com seu Valkyrie de US$ 3 milhões após retomada do SUV

Montadora de supercarros, resgatada pelo bilionário canadense Lawrence Stroll no ano passado, planeja produzir um número maior de Valkyries no trimestre atual

“Produzir o Valkyrie é como montar um carro de Fórmula 1 em uma linha de montagem”
Por Siddharth Philip
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Bloomberg — O lançamento do hipercarro Valkyrie, de US$ 3 milhões, da Aston Martin deverá dar um novo impulso aos planos de reestruturação da fabricante.

A montadora de supercarros, resgatada pelo bilionário canadense Lawrence Stroll no ano passado, planeja produzir “um número de dois dígitos de” Valkyries no trimestre atual, disse o CEO, Tobias Moers, na quinta-feira (4). O carro esgotado acompanha a forte demanda pelo SUV da Aston, o DBX, que custa por US$ 180.000 e contribuiu bastante para que a montadora atingisse um lucro operacional durante o trimestre atual.

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“Produzir o Valkyrie é como montar um carro de Fórmula 1 em uma linha de montagem”, contou Moers em uma entrevista. “É o carro mais complexo que já vi na minha vida para montar.”

A Aston está no meio de um plano de reestruturação que incluiu uma injeção de dinheiro essencial para sua sobrevivência e a eliminação de altos estoques de revendedores. Todas as 150 versões cupê do Valkyrie estão esgotadas, e a montadora está atualmente decidindo sobre onde alocar os esforços produtivos entre as 85 versões Spider, depois que o dobro de clientes mostraram interesse em comprar o carro. A complexidade na construção do carro significa que ele pode produzir apenas três por semana, disse Moers.

Os ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiram um lucro de 23,5 milhões de libras (US$ 32,1 milhões) durante o terceiro trimestre, informou a empresa, acima da estimativa média dos analistas, de 18,4 milhões de libras. As ações da Aston subiram 3,6% no início do pregão em Londres.

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“Isso demonstra a solidez do trimestre e um passo em direção ao cumprimento das metas ponderadas de back-end para o ano inteiro”, comentaram os analistas do Citigroup, Gabriel Adler e Uzair Alam, em uma nota. Atingir a projeção anual “será um marco importante, em nossa visão, e deve aumentar a convicção no plano de recuperação de médio prazo da empresa.”

Stroll pressionou a montadora britânica a estreitar laços com a Mercedes-Benz, da Daimler, que, segundo a Aston, poderá ajudar a enfrentar os desafios do aumento da eletrificação, à medida que as montadoras correm para cumprir as regras de emissões mais rígidas e as proibições de motores de combustão interna, que já estão no horizonte.

Todos os modelos terão uma opção híbrida ou totalmente elétrica até 2025, e os carros puramente movidos a bateria serão responsáveis por metade das vendas até o final da década.

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A Aston foi impactada pela contínua escassez de fornecimento na indústria automotiva, embora Moers tenha dito que, devido aos volumes menores, a produção não foi interrompida. Os estoques dos revendedores caíram para seus níveis mais baixos e estão elevando os preços dos carros usados, disse ele.

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