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Atrasada na eletrificação, Ferrari escapa da ‘crise de insumo’ e prevê lucro maior

Automobilística planeja lançar seu primeiro veículo totalmente elétrico em 2025, atrás da Porsche que lançou o Taycan em 2019

Sem crise de suprimentos como as demais automobilísticas massificadas
Por Daniele Lepido
02 de Novembro, 2021 | 10:27 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Ferrari NV aumentou ligeiramente sua meta de lucro para o ano depois que a fabricante italiana de supercarros conseguiu escapar da maioria dos desafios da cadeia de suprimentos que pesa sobre as automobilísticas do mercado massificado.

A Ferrari prevê lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização de cerca de 1,52 bilhão de euros (US$ 1,76 bilhão) para 2021, após um salto nas entregas e no lucro do terceiro trimestre, informou a empresa nesta terça-feira. Isso se compara a uma projeção anterior de até 1,5 bilhão de euros.

O novo CEO, Benedetto Vigna, está sob pressão para colocar a Ferrari no caminho da eletrificação. A empresa se juntou à fabricante de chips STMicroelectronics NV em setembro e os investidores estão ansiosos para ouvir sobre sua estratégia para a era da tecnologia de baterias e serviços digitais.

A Ferrari demorou a adotar as baterias e planeja lançar seu primeiro veículo totalmente elétrico em 2025, disse o presidente John Elkann no início deste ano. Em contraste, o popular Taycan da Porsche está na estrada desde 2019.

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A Ferrari disse que o Ebitda ajustado subiu para 371 milhões de euros no terceiro trimestre, superando a estimativa média dos analistas de 360 milhões de euros. As vendas durante o período subiram para 1,05 bilhão de euros, ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas.

A fabricante italiana irá informar os investidores sobre sua estratégia futura durante um encontro com analistas do mercado de capitais no próximo ano. Ela também iniciará as vendas de seu primeiro SUV, o Purosangue, em 2022 - anos depois do Bentayga da Bentley e do Urus da Lamborghini.

Em junho, a Ferrari revelou seu segundo carro híbrido plug-in, o 296 GTB de 819 cavalos de potência, embora muitos analistas ainda considerem o ritmo de eletrificação muito lento.

As ações da Ferrari subiram cerca de 10% este ano, dando à empresa um valor de mercado de cerca de 3 bilhões de euros.

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