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As empresas que estão na corrida pelo próximo lugar no clube do trilhão de dólares

É bom olhar para a Nvidia e para a chinesa Tencent

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Bloomberg — A ascensão da Tesla Inc. ao mais exclusivo dos clubes corporativos - capitalizada em US$ 1 trilhão - tem feito com que os investidores tentem adivinhar qual empresa será a próxima a chegar a este patamar.

A indústria de tecnologia é uma grande concorrente, mas há muita competição. No entanto o superciclo das commodities, o impulso global para a energia limpa e o desenvolvimento da biotecnologia podem produzir novos candidatos.

A filiação ao clube dos trilhões não apenas garante o direito de se gabar para nomes como Elon Musk e Jeff Bezos, mas também torna as empresas difíceis de ignorar para investidores muito além de Wall Street. Isso poderia trazer alguma estabilidade para ações de empresas como a Tesla, tornando-a ainda mais atraente.

A competição mais acirrada para entrar neste clube é entre a Nvidia Corp. e a Tencent Holdings Ltd. A Nvidia é apontada como a grande vencedora no futuro dos jogos e supermáquinas, graças à sua placa de vídeo para computador líder de mercado. A Tencent, por outro lado, é uma aposta na economia digital de alto crescimento da China.

Embora ambas as ações precisem subir cerca de 60% para entrar no clube, a Nvidia subiu mais de 75% em quatro dos últimos cinco anos, enquanto a Tencent teve menos sucesso.

Por enquanto, tanto a Nvidia quanto a Tencent são as mais prováveis candidatas ao mundo das empresas de US$ 1 trilhão.

“A regulamentação é uma incerteza, mas a economia digital da China continuará a crescer e a Tencent fará parte dela”, disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank. Ele vê a Nvidia, Tencent, PayPal Inc., ASML Holding NV e TSMC Ltd. como potenciais candidatos nos próximos anos.

A Tencent estava prestes a atingir o marco em janeiro, mas a proprietária do WeChat sofreu quedas consideráveis devido à repressão de Pequim às empresas de jogos e digitais. O Facebook Inc. teve um destino semelhante, com o gigante da mídia social perdendo seu lugar no clube em meio a uma desaceleração da publicidade digital e notícias negativas sobre a plataforma.

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ASML, que é o maior fabricante de equipamentos para a indústria de semicondutores, pode liderar a entrada da Europa no grupo de elite nos próximos anos. O esforço da região por energia limpa pode gerar outros candidatos, à medida que o setor se beneficia do impulso em direção aos investimentos ESG.

“A tecnologia limpa será massiva, já que as mudanças climáticas e um mundo mais limpo são objetivos políticos declarados e a indústria vai resolver alguns dos maiores problemas que este mundo está enfrentando”, disse Garnry.

Tais sinais são evidentes à medida que a Tesla avança, como o visto ao longo desta semana.

“A superposição de importantes fatores ESG e climáticos também pode ser importante, onde a Tesla é vista por muitos como o ‘evento principal’ em termos de gigantes de energias renováveis”, escreveu o analista do Morgan Stanley, Adam Jonas.

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Para o investidor de tecnologia Ryan Jacob, da Jacob Asset Management, a próxima empresa de um trilhão de dólares poderia ser uma derivação dos pesos pesados existentes. Embora nenhum integrante da elite de tecnologia tenha demonstrado tais intenções, ele disse que o YouTube, derivado da Alphabet Inc., e a AWS, sendo separada da Amazon.com Inc,. podem muito bem ser o futuro no clube das empresas de trilhões de dólares.

“O Ebay fez isso com o Paypal e o PayPal superou o Ebay em tamanho e crescimento”, disse Jacob.

Ainda assim, pode demorar um pouco até que o mercado possa finalmente comemorar a chegada de novas empresas a este patamar. A possibilidade de taxas de juros mais altas nos EUA já no próximo ano pode diminuir a demanda por ações de tecnologia, já que os investidores calculam que os ganhos futuros serão menos valiosos, com os custos de empréstimos cada vez mais altos.

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