Bloomberg — Os legisladores franceses aprovaram um amplo projeto de lei de emergência para a agricultura que permite isenções limitadas para dois pesticidas proibidos, o que gerou reações negativas por parte de grupos ambientalistas.
A legislação, que visa ajudar a França a recuperar sua vantagem competitiva e restabelecer seu saldo comercial agrícola, foi aprovada pelo Senado após uma votação realizada durante a madrugada na Assembleia Nacional. Ela permite que a agência de segurança alimentar Anses conceda isenções temporárias para o uso de acetamipride e flupiradifurona, que são autorizados em outros países da União Europeia.
“A versão final deste texto traz soluções reais e tangíveis para os agricultores”, afirmou a ministra da Agricultura, Annie Genevard, ao parlamento. Ela disse que a medida ajudará a dobrar o armazenamento de água para a agricultura, simplificará as regulamentações para a expansão das propriedades agrícolas e deixará as decisões sobre isenções de pesticidas a cargo dos cientistas da Anses.
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A França, maior nação agrícola da Europa, vem importando mais alimentos, o que levou ao colapso de sua balança comercial de alimentos no ano passado. Condições climáticas extremas, tarifas dos EUA, doenças animais e o aumento dos custos de combustível e fertilizantes têm pesado sobre os agricultores franceses.
A legislação surge na sequência de pressões exercidas por poderosos sindicatos agrícolas, incluindo produtores de beterraba sacarina e avelãs, que argumentaram que suas culturas têm sofrido sem o uso de pesticidas.
Grupos de esquerda pró-meio ambiente prometeram solicitar ao Conselho Constitucional que revogue a lei, após este ter rejeitado uma versão anterior da medida no ano passado.
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A ministra da Ecologia, Monique Barbut, anunciou sua renúncia em uma publicação no LinkedIn na manhã desta quarta-feira, criticando o governo por voltar atrás em seu compromisso ao impedir um debate sobre a revogação das isenções.
A porta-voz do governo, Maud Bregeon, disse posteriormente aos repórteres que o presidente Emmanuel Macron se recusou a aceitar sua renúncia e que Barbut aceitou permanecer no cargo para dar continuidade à sua luta pelas florestas, pela água e pela saúde ambiental.
--Com a colaboração de Jenny Che.
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