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Internacional

Lagarde rebate apostas de aumento dos juros pelo BCE em 2022

Presidente reiterou visão da instituição de que não há planos de elevar os custos de financiamento

Mercados monetários apostam que o BCE aumentará as taxas de juros em 21 pontos-base até o fim de 2022.
Por Alexander Weber e Carolynn Look
28 de Outubro, 2021 | 11:53 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, rebateu expectativas do mercado de aumento dos juros no ano que vem, mesmo que a inflação se mostre mais persistente do que o previsto inicialmente.

Poucas horas depois do relatório que mostrou um salto dos preços na Espanha e de investidores dobrarem as apostas de aperto monetário, a presidente do BCE reiterou a visão da instituição de que não há planos de elevar os custos de financiamento. Ela disse que comparações com bancos centrais globais que atualmente retiraram o estímulo são “odiosas”.

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“Nossa análise certamente não sustenta que as condições de nossa orientação futura estejam satisfeitas no momento do aumento conforme esperado pelos mercados, nem em qualquer momento logo depois disso”, disse Lagarde a repórteres durante conferência de imprensa virtual em Frankfurt. “Embora a fase atual de inflação mais alta vá durar mais do que o esperado originalmente, esperamos que diminua no decorrer do próximo ano.”

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Uma reunião vista como um prelúdio silencioso para o confronto de dezembro sobre o futuro do estímulo de emergência tornou-se mais preocupante esta semana, quando os mercados financeiros sinalizaram descrença no compromisso do BCE com taxas de juros ultrabaixas.

Os mercados monetários apostam que o BCE aumentará as taxas de juros em 10 pontos-base até agosto e em 21 pontos-base até o fim de 2022. O euro atingiu uma máxima intradiária em relação ao dólar.

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Veja mais: Promessa de juros baixos do BCE já não convence investidores

Na quinta-feira, o BCE manteve a linguagem anterior sobre os planos de desacelerar as compras mensais de cerca de 75 bilhões de euros (US$ 86,9 bilhões) lançadas de março a setembro. O BCE também prometeu manter o Programa Emergencial de Compras da Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) de 1,85 trilhão de euros em execução até março de 2022 ou depois desse prazo, se necessário.

Embora a inflação tenha se acelerado para 5,5% na Espanha e acima do previsto na Alemanha, para 4,6%, os dados das próximas 24 horas também devem mostrar alta em outro países da região. As expectativas de inflação na zona do euro já atingiram o nível mais alto desde 1993.

Veja mais: Mercado vê BCE mais flexível na retirada de estímulos da crise

Uma grande revisão da política monetária é esperada na próxima reunião, quando novas projeções econômicas darão às autoridades uma melhor visão sobre as futuras necessidades de estímulo. Economistas preveem que o banco central irá traçar um caminho para seu programa de compra emergencial e encerrá-lo após março de 2022, como previsto atualmente.

A opção do BCE pela continuidade do estímulo de emergência contrasta com o foco de bancos centrais da Nova Zelândia ao Reino Unido, que começaram a subir os juros ou a sinalizar planos para tomar esse passo em resposta à aceleração dos preços globais, impulsionados por custos de energia e gargalos logísticos. Esse pano de fundo levou investidores a se perguntarem se o BCE Frankfurt não seguiria o mesmo caminho.

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