Em meio a feriados, bolsa abre em alta com exterior instável

Com mercado de títulos fechado nos EUA hoje, pelo feriado de Columbus Day, e em véspera de mercado fechado no Brasil pelo dia de Nossa Senhora Aparecida, o dia é de baixa liquidez hoje (11)

Em véspera de feriado no Brasil, mercado tem dia de volumes enfraquecidos
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São Paulo — O Ibovespa abriu em alta, assim como o dólar, em dia de liquidez baixa nos mercados, com o mercado de títulos fechado nos Estados Unidos por conta do feriado de Columbus Day e em véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, que terá negociações fechadas. Nos EUA, as ações oscilam na abertura, com especulação de que as pressões inflacionárias - em grande parte alimentadas por um salto nos custos de energia - serão transitórias. A alta do petróleo impulsiona os ganhos.

Novos catalisadores somam-se às análises de mercados esta semana: a nova safra de balanços financeiros. Os bancos serão os primeiros a divulgar seus números. Ainda que resultados das companhias possam dar algum fôlego às bolsas, os riscos inflacionários e o ritmo de crescimento das economias globais continuam no topo da agenda semanal.

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  • Perto das 10h50, o Ibovespa subia 0,80%, a 113.737 pontos
  • O dólar tinha leve alta de 0,05%, a R$ 5,533, enquanto a curva de juros também avançava. O DI para janeiro próximo ia de 7,234% para 7,268%. Na ponta longa, o vencimento para janeiro de 2027 ia de 10,430% para 10,490%
  • Nos EUA, o S&P 500 subia 0,31%, o Dow Jones, 0,35%, e o Nasdaq, 0,32%

Contexto

O petróleo WTI atingiu a maior alta em sete anos e os futuros de carvão da China bateram um recorde. O alumínio saltou para o nível mais alto desde julho de 2008, enquanto uma crise de energia cada vez mais profunda está espremendo os suprimentos do metal que consome muita energia e é usado em tudo, desde latas de cerveja até iPhones.

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No Brasil, a agenda é fraca, com a véspera de feriado enfraquecendo os mercados. No relatório Focus de hoje (11), os analistas elevaram as previsões para a inflação e a taxa básica de juros para 2022, à medida que o aumento dos custos dos combustíveis e o ressurgimento da demanda por serviços e produtos alimentam os preços após a pandemia.

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A expectativa é de que a Selic vá para 8,75% até o final do ano que vem, acima da estimativa anterior de 8,5%, de acordo com a pesquisa do Banco Central. Para este ano, a estimativa segue em 8,25%. A inflação deve terminar 2022 em 4,14%, acima da previsão anterior de 4,12%. Para 2021, a estimativa foi de 8,51% para 8,59%. Também para este ano, a previsão sobre o dólar foi de R$ 5,20 para R$ 5,25. A expectativa para o produto interno bruto (PIB) foi mantida em 5,04%.

Na sexta-feira (8), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse, em reunião com investidores realizada pelo Itaú, que as expectativas de inflação tendem a piorar por conta do aumento nos preços da gasolina.

-- Com informações de Bloomberg News

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