Ibovespa oscila entre pressões domésticas e barganhas

Receios quanto às perspectivas fiscais do país seguem assombrando os mercados, mas o exterior positivo e as barganhas, após as fortes perdas na véspera (4), ajudam a fazer pressão altista

Mercado equilibra as pechinchas, depois das quedas de ontem, com as preocupações domésticas e com a inflação global
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São Paulo — O principal índice da bolsa brasileira oscila no início da sessão de hoje, com o mercado ainda avaliando as preocupações fiscais domésticas acerca do novo programa social, o Auxílio Brasil, e os pagamentos de precatórios. Ainda assim, o índice operava em leve alta, com o mercado aproveitando as pechinchas, após as perdas da véspera (4), e influenciado pelo bom humor das bolsas lá fora.

  • Perto das 11h20, o Ibovespa subia 0,18%, a 110.587 pontos
    • PetroRio (PRIO3), Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) eram as maiores contribuições para a alta
  • O dólar e a curva de juros também avançavam. O dólar subia 0,25%, a R$ 5,491, e o DI para janeiro próximo ia de 7,220% para 7,238%
  • Nos Estados Unidos, o S&P 500 subia 1,16%, assim como o Nasdaq, e o Dow Jones, 1,14%

Contexto

Os indicadores econômicos são mais um fator que se soma às preocupações domésticas. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial do país recuou 0,7% em agosto na comparação mensal, a terceira queda consecutiva, com perda acumulada de 2,3% no período.

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Lá fora, as bolsas americanas avançam em meio a uma recuperação de pesos pesados da tecnologia, incluindo o Facebook, que sofreu grandes perdas na segunda-feira (4) após uma queda em suas plataformas de mídia social. As ações de energia também subiram, uma vez que os preços do petróleo em Nova York subiram pelo quarto dia.

Os ganhos ajudaram a aliviar as preocupações de uma correção do mercado em um futuro próximo, já que o S&P 500 caiu abaixo de sua média móvel de 100 dias. Um muro de preocupação continua a crescer em meio à inflação elevada, indicadores de recuperação enfraquecidos, uma crise energética que se espalha e disputas políticas dos EUA, enquanto os investidores se preparam para o Federal Reserve começar a reduzir o estímulo.

-- Com informações de Bloomberg News

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