Covid esfria viagens aéreas no fim da alta temporada nos EUA

O gasto em viagens durante o feriado do Dia do Trabalho, no próximo dia 6, caiu 16% em relação a 2019, enquanto as reservas recuaram 15%, de acordo com o Adobe Digital Economy Index

Geralmente, a demanda no feriado prolongado costuma aumentar porque muitas famílias fazem uma última viagem antes da volta às aulas
Por Mary Schlangenstein
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Bloomberg — Após o salto nas reservas no início do verão no Hemisfério Norte, os passageiros das companhias aéreas dos Estados Unidos estão planejando menos viagens diante da propagação da variante delta do coronavírus.

Até 21 de agosto, o gasto em viagens durante o feriado do Dia do Trabalho, celebrado este ano nos EUA em 6 de setembro, caiu 16% em relação a 2019, enquanto as reservas recuaram 15%, de acordo com o Adobe Digital Economy Index. O feriado prolongado marca o fim da alta temporada de verão para as aéreas americanas e a demanda costuma aumentar porque muitas famílias fazem uma última viagem antes da volta às aulas.

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As conclusões do levantamento da Adobe estão alinhadas a relatos recentes das companhias aéreas de que o avanço da doença por causa da delta vem reduzindo as vendas e acelerando o cancelamento de reservas, o que ameaça a recuperação do setor após o colapso na demanda do ano passado. A Southwest Airlines avisou que o movimento fraco pode impedir que a empresa dê lucro no terceiro trimestre. A American Airlines Group reconheceu que a receita em agosto está aquém do previsto.

“Esperamos que o gasto em agosto fique significativamente abaixo de julho”, afirmou Vivek Pandya, analista-chefe da Adobe Digital Insights, em nota na divulgada nesta segunda-feira. “Esses dois meses historicamente têm níveis de gastos semelhantes.”

Veja mais: UE restabelece restrições de viagens para os EUA com o aumento de novos casos de Covid

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Os gastos online com passagens aéreas diminuíram para US$ 2,9 bilhões no acumulado das três primeiras semanas deste mês, ou 33% abaixo do mesmo período em 2019, quase o dobro da variação de julho. O número de reservas recuou 22% desde o início de agosto. O índice acompanha reservas feitas junto a seis das 10 maiores companhias aéreas dos EUA.

As reservas de voos domésticos em julho somaram US$ 5,26 bilhões, representando quedas de 16% em relação a 2019 e 13% em relação a junho. Desde o início da pandemia, julho foi o primeiro mês em que as tarifas atingiram os níveis de 2019. Os preços estavam 1% menores em junho e 8% menores em maio.

O número de pessoas que passaram pela segurança dos aeroportos dos EUA ficou ao redor de 77% nas últimas semanas, comparado a uma média de 79% em meados de julho, de acordo com a Agência de Segurança do Transporte (TSA).

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No começo do ano, os preços das passagens estavam 28% abaixo dos níveis de 2019, de acordo com a Adobe. Os consumidores gastaram US$ 34 bilhões comprando passagens aéreas pela internet entre janeiro e julho, um tombo de 28% em relação ao patamar de 2019.

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