Bloomberg — Uma das maiores gestoras independentes de fundos de hedge do Brasil busca lucrar com o banco central mais hawkish da América Latina.
A Legacy Capital Gestora de Recursos acrescentou à renda fixa local e ao crédito privado apostas que seriam beneficiadas com taxas de juros mais altas, ao passo que reduz a exposição às ações brasileiras, segundo Gustavo Pessoa, gestor de carteira e um dos sócios fundadores da empresa. No início do mês, o Banco Central realizou o aumento mais agressivo em quase duas décadas, levando a taxa Selic de 4,25% a 5,25%, para combater o aumento da inflação.
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Questões fiscais e tensões políticas que dificultaram a implementação de mudanças que impulsionariam a economia afetaram os ativos brasileiros nas últimas sessões, levando a um recente aumento nas taxas de swap. Em sua última carta aos clientes, a Legacy disse que vai manter a posição vendida no dólar em comparação ao real, ao mesmo tempo que aposta nas quedas do índice Ibovespa.
“O Brasil deve atingir um equilíbrio de taxas mais altas, menor crescimento e maior incerteza política”, disse Pessoa em entrevista.
A Legacy enxerga oportunidades em debêntures, principalmente aquelas nos setores de saneamento, rodovias e telecomunicações. A gestora de ativos, fundada por Felipe Guerra, Pedro Jobim, José Eduardo Araújo e Pessoa em 2018, administra cerca de R$ 20 bilhões. Também possui uma carteira de ações globais e uma posição beneficiada pelas taxas mais altas dos EUA, segundo Pessoa.
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