Bloomberg — As ações da Apple (AAPL) caíram depois que a empresa elevou os preços de todos os Macs, iPads, dispositivos domésticos e do Vision Pro nesta quinta-feira (25), buscando compensar os aumentos de custo causados por uma escassez sem precedentes de chips de memória e armazenamento.
As altas de preço, que entraram em vigor em sua loja de varejo online na quinta-feira, valem globalmente. A empresa não elevou os preços do iPhone, do Apple Watch ou dos AirPods na quinta-feira, mas sinalizou que pode haver mais ajustes de preço em outros produtos no futuro.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
As ações da Apple caíram até 6,2%, para US$ 274,86, sua maior queda intradia desde 10 de abril de 2025.
O preço inicial do MacBook Neo sobe para US$ 699, ante US$ 599, enquanto o MacBook Air de 13 polegadas aumenta para US$ 1.299, ante US$ 1.099. O MacBook Pro de 14 polegadas passa para US$ 1.999, ante US$ 1.699, enquanto o modelo de 16 polegadas agora custa a partir de US$ 2.999, ante US$ 2.499.
O desktop iMac agora começa em US$ 1.499, ante US$ 1.299, enquanto o desktop Mac Studio aumenta para US$ 2.499, ante US$ 1.999.
Leia também: De FAANG a MANGOS: Wall Street cria novo grupo de ações com boom de IA
Um porta-voz da Apple disse que “a rápida expansão dos data centers de IA criou uma alta extraordinária na demanda por memória e armazenamento” e que a empresa “nunca viu um preço de componente aumentar tanto, tão rapidamente”.
A Apple acrescentou que “protegeu nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de uma série de produtos, incluindo os aumentos de hoje para iPad e Mac”.
As altas de preço são em grande parte inéditas, sem equivalente na história moderna da Apple de aumentos generalizados em boa parte de sua linha de produtos.
A empresa já elevou preços de modelos individuais antes — incluindo um aumento de US$ 100 para o iPhone 17 Pro no ano passado —, mas não em várias categorias de produtos de uma só vez.
Em março, ela elevou os preços do MacBook Air e do MacBook Pro junto com atualizações que incluíram especificações aprimoradas, ajudando a compensar os aumentos.
“Sabemos que esta não é uma notícia bem-vinda, e estamos trabalhando incansavelmente para encontrar soluções”, disse a Apple.
Leia também: Investidores da Apple recebem nova Siri AI, ‘mais inteligente’, sem empolgação
O MacBook Neo de configuração superior, com mais armazenamento e Touch ID, custa agora US$ 799, ante US$ 699. Um MacBook Pro de 16 polegadas totalmente equipado, com a maior quantidade de memória e armazenamento, custa agora US$ 9.999. Um MacBook Air de 15 polegadas custa agora US$ 1.499, ante US$ 1.299.
Ações da Apple (AAPL)
A configuração superior M4 Pro do Mac mini teve seu preço elevado para US$ 1.599, ante US$ 1.399. O preço do modelo básico foi recentemente aumentado de US$ 599 para US$ 799, com a eliminação de uma configuração de entrada.
O iPad Pro de 11 polegadas sobe para US$ 1.199, ante US$ 999, enquanto o modelo de 13 polegadas vai para US$ 1.499, ante US$ 1.299. O iPad Air de 11 polegadas custa agora US$ 749, ante US$ 599, enquanto o modelo de 13 polegadas custa agora US$ 949, ante US$ 799. O iPad básico custa agora US$ 449, ante US$ 349, enquanto o iPad mini custa agora US$ 599, ante US$ 499.
O preço do alto-falante HomePod padrão é agora de US$ 349, ante US$ 299, enquanto o HomePod mini aumentou de US$ 99 para US$ 129. O aparelho Apple TV aumentou de US$ 129 para US$ 199. O headset Apple Vision Pro agora começa em US$ 3.699, ante US$ 3.499. Uma versão de 1 terabyte do dispositivo custa agora US$ 4.199.
Executivos da Apple disseram, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre da empresa, que a escassez de memória pioraria ao longo do ano.
Tim Cook, presidente-executivo da Apple, disse na ocasião que a escassez também tinha impacto sobre a oferta, com muitos Macs enfrentando restrições prolongadas e atrasos nos embarques.
“Não estamos no ponto de dizer que isso vai acabar tão cedo”, disse Cook em abril, acrescentando que as restrições provavelmente durarão “vários meses”.
Leia também: Casa Branca impulsiona Intel, que se aproxima da Apple e avança após anos de crise
John Ternus herdará a crise da memória em 1º de setembro, quando assumir o cargo de CEO, sucedendo Cook. A escassez também teve impacto sobre a capacidade da Apple de lançar novos produtos, com o problema travando lançamentos importantes como um Mac Studio atualizado.
Em abril, Cook disse que o iPhone foi menos afetado pelo problema de memória do que o Mac e, em vez disso, vinha enfrentando escassez relacionada aos seus principais processadores.
A empresa lançará novos smartphones em setembro, incluindo um importante novo modelo dobrável com preço que provavelmente ultrapassará US$ 2.000, além de novos modelos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max com componentes de câmera mais caros. As mudanças provavelmente elevarão os preços.
“Esperamos que os preços do iPhone aumentem, provavelmente mirando os modelos Pro, onde a demanda é menos sensível a preço, e um acréscimo de US$ 100 pode compensar 78% das despesas mais altas”, disse a Bloomberg Intelligence numa nota.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Balanços das big techs mostram divisão entre ‘vencedores’ e ‘perdedores’ no jogo da IA
©2026 Bloomberg L.P.








