Revolut pede licença bancária no Peru e busca ampliar presença na América Latina

Pedido busca ampliar a presença regional da fintech, que já tem licença no México e avança na Colômbia e na Argentina

Empresa planeja atingir 100 milhões de clientes em todo o mundo. (Foto: Betty Laura Zapata/Bloomberg)
Por Matheus Piovesana - Maria Clara Cobo
19 de Janeiro, 2026 | 10:20 AM

Bloomberg — A Revolut entrou com um pedido de licença bancária no Peru, enquanto se expande na América Latina para competir com algumas das maiores empresas de tecnologia financeira da região.

A licença permitiria à empresa com sede em Londres “lançar uma gama abrangente de produtos e serviços localizados, oferecendo aos peruanos maior controle sobre suas finanças”, disse a Revolut em um comunicado na segunda-feira.

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O Peru tem um sistema financeiro altamente concentrado, com os quatro maiores bancos responsáveis por cerca de 82% do total de empréstimos, de acordo com o órgão regulador bancário nacional SBS.

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A empresa já recebeu uma licença bancária no México, obteve aprovação para criar um banco na Colômbia e adquiriu um na Argentina. Ela também opera no Brasil com uma licença de crédito.

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“Nossos principais concorrentes serão os já estabelecidos, porque não há novos grandes players como o Nubank ou o Mercado Pago”, disse o CEO da Revolut Peru, Julien Labrot, em uma entrevista. Anteriormente, ele trabalhou para o Banco Ripley do Chile.

“Vejo a Revolut como uma forma de aumentar a concorrência e melhorar a experiência da população com e sem conta bancária no Peru.”

A Revolut considera que as remessas e as ofertas em várias moedas lhe dão uma vantagem competitiva no Peru, acrescentou Labrot, dizendo que cerca de 1 milhão de pessoas no país estão vivendo com dinheiro enviado do exterior.

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A expansão faz parte de um esforço mais amplo para atingir 100 milhões de clientes em todo o mundo, contra os atuais 70 milhões, e gerar US$ 100 bilhões de receita anual.

--Com a ajuda de Marcelo Rochabrun.

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