Bloomberg — Os acionistas da Petrobras (PETR3, PETR4) elegerão um novo conselho de administração nesta quinta-feira (16), enquanto a estatal enfrenta pressão crescente para conter a alta dos preços causada pela guerra no Irã.
O governo brasileiro, que detém 37% das ações da companhia, indicou oito pessoas para o conselho de 11 membros.
No entanto, duas importantes empresas de consultoria para acionistas estão recomendando uma lista de candidatos da oposição que, se eleitos, poderão atuar como um freio à influência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação ocorre em um momento crucial tanto para a Petrobras quanto para Lula. A empresa está sob crescente pressão dos investidores para aumentar os preços dos combustíveis, já que a guerra fez com que o petróleo bruto subisse mais de 30%.
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Mas, para o presidente Lula, preços mais altos da gasolina criariam um risco político, já que ele enfrenta a disputa pela reeleição ainda este ano.
“A Petrobras manteve os preços da gasolina inalterados para evitar repassar a volatilidade aos consumidores”, disse o analista da Bloomberg Intelligence, Vladimir do Nascimento Pinto. “Isso terá que mudar assim que os preços se estabilizarem em um nível mais alto.”
O conselho também precisará lidar com um esforço renovado para se tornar autossuficiente em refino, um segmento menos lucrativo do que exploração e produção, disse ele.
Os acionistas minoritários apresentaram oito candidatos para até cinco vagas no conselho. Cinco deles disputarão duas cadeiras reservadas aos minoritários, incluindo Francisco Petros e Jerônimo Antunes, que buscam a reeleição.
Os outros três candidatos disputarão com os indicados pelo governo as oito vagas. O banqueiro José João Abdalla, um dos maiores acionistas da Petrobras, faz parte do conselho atual e busca a reeleição, enquanto os ex-membros do conselho Marcelo Gasparino e Mauro Rodrigues da Cunha buscam um retorno.
O governo controla a Petrobras por meio da maioria dos 11 membros do conselho e indicou nomes que incluem o novo secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Mello, para a presidência.
O governo também busca reconduzir a presidente Magda Chambriard ao conselho. Uma vaga é reservada para um representante dos empregados. Durante a última assembleia anual, o governo garantiu um total de seis vagas.
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