Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quarta-feira (29) em queda de mais de 1%, impactado pela baixa generalizada das ações bancárias diante do balanço do Santander Brasil (SANB11) e pela volatilidade nos mercados globais após decisão de juros nos Estados Unidos.
O principal índice da B3 recuou 1,52%, aos 173.885 pontos. As units do Santander foram a maior baixa do dia, com recuo de 7,37%.

Os papéis reagiram à surpresa negativa no balanço. A operação brasileira do banco espanhol registrou lucro líquido de R$ 3,014 bilhões – queda de 17,6% na comparação anual e de 20,4% frente ao resultado do primeiro trimestre.
Pressionado por provisões, o resultado ficou abaixo da média das estimativas compiladas pela Bloomberg, que apontavam lucro líquido de R$ 3,487 bilhões.
Units do Santander (SANB11)
A derrocada nas units do Santander afetou os papéis do setor bancário, que recuaram em bloco e mantiveram o Ibovespa em terreno negativo.
- Santander Brasil (SANB11): -7,37%
- Itaú (ITUB4): -2,43%
- Bradesco (BBDC4): -2,24%
- Banco do Brasil (BBAS3): -0,24%
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), por sua vez, subiram 1,92% e barraram uma queda ainda maior do índice. Os papéis acompanharam os ganhos de mais de 8% do petróleo após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar atacar “fortemente” o Irã.
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O Ibovespa também chegou a arrefecer as perdas no meio da tarde após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter os juros estáveis nos Estados Unidos – alguns investidores temiam nova alta já na reunião desta quarta-feira (29).
A decisão impactou o dólar, que passou a cair contra o real e encerrou o dia cotado a R$ 5,10, baixa de 0,27%.
Operadores do mercado de títulos dos EUA também reduziram as expectativas de que o Fed elevará os juros na próxima reunião, em setembro – mesmo com três dirigentes votando por aumento de juros já na reunião de julho. Apesar das divergências, o mercado segue volátil e já precifica ao menos uma alta ainda este ano.
Os mercados locais respondem ainda à pesquisa AtlasIntel, que mostrou manutenção da vantagem do atual presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. O petista conta com 49% das intenções de voto contra 43% do senador.
— Com informações da Bloomberg News
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