Megafusão entre Warner e Paramount enfrenta análise da UE sobre concorrência e cultura

Autoridades reguladoras analisam se acordo reduz a capacidade dos criadores e dos produtores de apresentar ideias em um mercado importante em termos de lucro

Chefe da autoridade antitruste da UE, Teresa Ribera, durante entrevista sobre o acordo Warner Paramount à Bloomberg TV (Foto: Bloomberg)
Por Samuel Stolton - Guy Johnson - Tom Mackenzie

Bloomberg — A aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, no valor de US$ 110 bilhões, está levantando dúvidas sobre a capacidade dos cineastas de alcançar o público na União Europeia, segundo a chefe da autoridade antitruste do bloco.

As autoridades reguladoras estão analisando “até que ponto há uma redução da capacidade dos criadores” e “dos produtores de apresentar ideias em um mercado que é bastante importante em termos de lucro”, afirmou Teresa Ribera à Bloomberg TV nesta quarta-feira (24). Ela acrescentou que deseja saber se há “alternativas que os produtores e cineastas possam encontrar” para levar seu conteúdo às residências e aos cinemas, caso o negócio seja concretizado.

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A socialista espanhola Ribera acrescentou que os reguladores da UE também estão analisando se “poderia haver limitações em termos de criatividade, reconhecimento do patrimônio cultural, idiomas e assim por diante”, decorrentes da aquisição da Warner pela Paramount.

Os comentários foram feitos apenas um dia depois que os advogados da Paramount se reuniram em Bruxelas com os responsáveis pela aplicação da legislação da Comissão Europeia que estão trabalhando no acordo, em uma tentativa de traçar um caminho a seguir para a aprovação regulatória. A UE tem como prazo atual o dia 7 de julho para decidir se intensificará ou não sua investigação.


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As regras de fusão da UE concedem aos compradores apenas uma curta janela de oportunidade para dissipar possíveis preocupações em matéria de concorrência — caso alguma seja sinalizada — durante a investigação inicial da fase 1.

Neste caso, as medidas corretivas teriam de ser apresentadas até o início de julho para dar aos funcionários a chance de testá-las durante um breve período de prorrogação.

A Comissão poderia então aprovar a fusão ou iniciar a chamada investigação de fase 2, adiando a decisão por cerca de três meses, embora os prazos possam ser prorrogados.

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Os executivos da Paramount têm como meta concluir a transação no terceiro trimestre deste ano, com um processo de análise rápido potencialmente abrindo caminho para uma conclusão mais rápida.

Leia também: Departamento de Justiça dos EUA aprova acordo de compra da Warner pela Paramount

O escrutínio da Comissão Europeia, com sede em Bruxelas, é um dos últimos obstáculos que o diretor executivo da Paramount, David Ellison, precisa superar após ter superado a concorrente Netflix com múltiplas ofertas ao longo de mais de cinco meses, visitas a Washington, reuniões com acionistas e com o presidente Donald Trump, além do apoio pessoal de seu pai bilionário, Larry Ellison.

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A transação, se aprovada pelos órgãos reguladores, daria à família Ellison o controle de um dos impérios de mídia mais poderosos do mundo.

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