Gigantes do minério esgotam reservas mais rápido do que conseguem repor, diz estudo

De acordo com a Wood Mackenzie, os seis maiores produtores esgotaram juntos 11,1 bilhões de toneladas de reservas entre 2016 e 2025; custo para desenvolver minas tem aumentado

Apenas três dos maiores produtores de minério repuseram o volume que extraíram durante o período. (Foto: Alex Kraus/Bloomberg)
Por Katharine Gemmell
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Bloomberg — Os maiores produtores mundiais de minério de ferro estão esgotando as reservas de minério mais rapidamente do que conseguem repô-las, à medida que o custo e a complexidade do desenvolvimento de minas continuam a aumentar, de acordo com a Wood Mackenzie.

Os seis maiores produtores de minério de ferro, entre os quais se incluem a BHP e a Rio Tinto, esgotaram, coletivamente, 11,1 bilhões de toneladas de reservas de minério que poderiam ser comercializadas entre 2016 e 2025, informou a consultoria em um relatório divulgado nesta quinta-feira (17).

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Apenas três delas repuseram o volume que extraíram durante o período, e algumas gastaram cinco vezes mais do que outras para adicionar novas reservas, constatou o estudo.


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O setor enfrenta cada vez mais o problema da perda do teor, que ocorre quando o teor médio de minério de ferro em uma mina diminui à medida que ela envelhece, obrigando as operadoras a escavar mais profundamente e investir mais para extrair o minério.

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As mineradoras estão chegando a um ponto em que a questão não é mais o crescimento, mas sim manter as operações em funcionamento.

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“O principal desafio para o setor de minério de ferro atualmente é o aumento dos custos para manter a produção existente”, afirmou Mihir Vora, diretor de pesquisa da Wood Mackenzie para metais e mineração.

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“O setor está investindo para sustentar a produção, mas está tendo que se esforçar mais apenas para se manter no mesmo patamar.”

Os custos para as principais mineradoras praticamente dobraram para algumas empresas desde 2016, informou a Wood Mackenzie.

As margens de caixa em todo o setor atingiram seu pico em 2021 e, desde então, estabilizaram-se em torno de US$ 50 a US$ 60 por tonelada, reduzindo a margem para absorver o aumento dos custos e a queda dos preços.

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A análise também constatou que o teor do minério caiu em até 1,6 ponto percentual em algumas mineradoras desde 2016.

É cada vez mais necessário utilizar material de maior teor para compensar o esgotamento do minério de menor teor, enquanto os níveis de impurezas, incluindo a alumina, estão aumentando em alguns produtos.

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