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ETF brasileiro em Tóquio dispara quase 8% com Flávio à frente de Lula no 1⁰ turno

Cotas do fundo que replica o Ibovespa na Bolsa de Tóquio abrem em alta de 7,91%, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula na apuração do 1º turno; compradores pagam prêmio de 6,7% sobre o patrimônio à espera da abertura da B3 na segunda-feira

Bolsa de Tóquio
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Bloomberg Línea — O principal ETF de ações brasileiras negociado no Japão abriu a sessão desta segunda-feira (5), noite de domingo (4) no Brasil, com alta de quase 8%, com Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na apuração do primeiro turno.

Às 9h10 no horário de Tóquio (21h10 em Brasília), as cotas eram negociadas a 318 ienes, avanço de 7,91% em relação ao fechamento anterior, de 294,70 ienes.

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O NEXT Funds Ibovespa Linked, listado na Bolsa de Tóquio sob o código 1325, replica o Ibovespa e é o primeiro termômetro disponível para quem quer reagir ao resultado das urnas antes da abertura da B3.

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O papel abriu a 304 ienes, alta de cerca de 3,2%, e ampliou os ganhos nos primeiros minutos de pregão, chegando à máxima de 318,50 ienes. O volume negociado em pouco mais de dez minutos somava 148.620 cotas, cerca de 7,4 vezes a média diária de 19.973 cotas.

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A cotação também se descolou do valor patrimonial do fundo, de 298,12 ienes por cota, o que indica que os compradores pagavam um prêmio de aproximadamente 6,7% sobre a carteira, à espera do ajuste do Ibovespa na segunda-feira (5). Mesmo com o salto, o ETF segue abaixo da máxima de 52 semanas, de 358 ienes. No ano, o retorno total acumulado é de 22,85%.

Aposta no ajuste fiscal

O desempenho de Flávio Bolsonaro corresponde ao cenário que analistas ouvidos pela Bloomberg News associavam a uma alta dos ativos brasileiros.

Segundo Mauricio Moura, cofundador da Zaftra, fundo focado em eleições e eventos políticos, até mesmo uma diferença pequena ou um empate entre os candidatos seria visto como relativamente favorável ao candidato de direita, com potencial de valorização impulsionada pela expectativa de um forte ajuste fiscal.

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Uma vantagem de mais de quatro pontos para Lula, ao contrário, poderia pesar sobre as ações e pressionar o real. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

O JPMorgan estimou, em nota de 29 de setembro, que um cenário de melhora fiscal poderia valorizar o real em cerca de 6% e impulsionar as ações em até 50% em relação aos níveis atuais. Na hipótese de deterioração fiscal gradual, o banco projeta desvalorização de cerca de 6% do real e queda de 21% das ações.

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A Bloomberg Economics calcula que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia reduzir os rendimentos dos títulos de 10 anos em 70 pontos-base e fortalecer o real em quase 3%.

Uma vitória de Lula poderia elevar os juros longos em quase 100 pontos-base e enfraquecer a moeda em mais de 3,5%.

Para o caso de vitória de Flávio, o Citigroup recomenda ações de maior duração e expostas ao mercado interno, como Cyrela e C&A, além de empresas que se beneficiariam de uma retomada dos mercados de capitais, como B3 e XP.

Num cenário de vitória de Lula, o banco prefere companhias com poder de fixação de preços, como Embraer, WEG e Axia Energia.

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