Bloomberg — A Equatorial vai adquirir apenas 30% das ações da Copasa, como parte da privatização da concessionária brasileira de água e saneamento, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News.
O governo do estado de Minas Gerais arrecadou R$ 8,4 bilhões com a oferta pública de 171,1 milhões em ações da Cia. de Saneamento de Minas Gerais, na quinta-feira, ao preço de R$ 49,03 por ação, de acordo com as pessoas.
A oferta recebeu propostas no valor de R$ 66 bilhões, sendo R$ 48 bilhões provenientes de investidores qualificados, disseram as pessoas.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
O preço por ação é o mesmo que a Equatorial concordou em pagar por sua participação de 30% na concessionária na semana passada, na primeira fase do processo, tornando-se investidora de referência na oferta.
A Equatorial também havia manifestado interesse em adquirir outras 48 milhões de ações pelo mesmo preço na oferta pública, mas, devido à alta demanda, a empresa não recebeu alocação adicional.
O processo de privatização da Copasa foi relançado no final de maio, após as propostas ficarem abaixo do preço mínimo exigido.
Leia também: Com leilão da Copasa, Equatorial ganha musculatura no saneamento e na região Sudeste
A Equatorial, empresa do setor energético, foi a única a apresentar uma nova oferta, concordando em pagar R$ 5,6 bilhões pela participação de 30%, buscando consolidar sua posição no setor de saneamento básico no Brasil.
A transação representa mais um teste do apetite dos investidores por ativos de infraestrutura, à medida que os governos estaduais buscam atrair capital privado para os serviços básicos de saneamento.
O setor tem despertado o interesse de investidores e operadores estratégicos após uma reforma regulatória que estabeleceu metas para expandir a cobertura de água e esgoto em todo o país.
A Equatorial cresceu por meio de aquisições nos últimos anos e também se tornou uma investidora de referência na Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, ou Sabesp, quando a concessionária de água que era controlada pelo estado de São Paulo foi privatizada em 2024.
Veja mais em bloomberg.com
© 2026 Bloomberg L.P.








