Equatorial avalia desistir da disputa pela Copasa com saída da Sabesp, dizem fontes

Distribuidora de energia planejava apresentar proposta conjunta com a Sabesp para assumir posição estratégica na companhia mineira de saneamento, segundo fontes falaram à Bloomberg News; Equatorial disse que o grupo ‘está sempre atento às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades de negócios ou aquisições'

Copasa
Por Cristiane Lucchesi - Rachel Gamarski - Felipe Saturnino

Bloomberg — A Equatorial, empresa de distribuição de energia, tende a desistir da disputa para se tornar investidora estratégica no processo de privatização da Copasa, companhia de saneamento controlada pelo governo de Minas Gerais, depois que sua parceira no consórcio decidiu deixar a operação, segundo pessoas com conhecimento do assunto que falaram à Bloomberg News.

A Equatorial planejava apresentar uma proposta conjunta com a Sabesp, a companhia de saneamento do estado de São Paulo da qual é acionista, para assumir uma posição estratégica na Copasa, disseram as pessoas.

PUBLICIDADE

Com a saída da Sabesp, a Equatorial também deve muito provavelmente abandonar a disputa, acrescenteram as pessoas.

A Equatorial realizará uma reunião na segunda-feira para tomar a decisão final.

 Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

PUBLICIDADE

As empresas têm até 25 de maio para apresentar propostas, de acordo com o cronograma oficial da privatização.

A Equatorial disse que o grupo “está sempre atento às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades de negócios ou aquisições”.

A Itaúsa, o fundo soberano de Singapura e a Equipav Saneamento pretendem apresentar uma proposta conjunta no processo de privatização da Copasa, disseram mais cedo pessoas familiarizadas com o tema.

PUBLICIDADE

As três empresas são acionistas da Aegea Saneamento e Participações, que participará da disputa com uma fatia minoritária para evitar aumento de seu endividamento, segundo as pessoas.

Leia também: Equatorial avalia participar na venda da Copasa mesmo sem a Sabesp, dizem fontes

Pelo plano de privatização, o controle da Copasa será vendido em uma oferta pública na qual o estado de Minas Gerais poderá manter no máximo 5% da empresa, informou a companhia em fato relevante.

PUBLICIDADE

Atualmente, o governo detém 50,03%, segundo o site da empresa. Apenas o Estado venderá ações na oferta, e poderá manter uma chamada golden share, que concede ao detentor alguns direitos de veto.

Um “investidor de referência/estratégico” poderá comprar 30% da companhia antes da oferta pública, com a possibilidade de adquirir mais ações no mercado durante a operação, limitado a um máximo de 45% dos direitos de voto, segundo o documento.

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Copasa começa a receber ofertas para privatização em 21 de maio, dizem fontes