BTG Pactual se torna acionista majoritário do Nubank Parque após acordo com WTorre

Banco de investimento se torna acionista majoritário do Nubank Parque em acordo com a WTorre, informa a Vinci Compass, que assessorou o negócio; operação depende de aprovação do Cade e ocorre após balanço recorde da Real Arenas, responsável pela arena

Estádio do Palmeiras
PUBLICIDADE

Bloomberg Línea — O BTG Pactual (BPAC11) fechou acordo para se tornar acionista majoritário do Nubank Parque, antigo Allianz Parque, em operação que teve a Vinci Compass como assessora financeira exclusiva da WTorre.

Segundo o comunicado da Vinci Compass, a transação está sujeita à aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a outras condições precedentes. O valor e os termos do acordo não foram divulgados.

PUBLICIDADE

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.


O negócio é a etapa mais recente de uma movimentação iniciada em 2024, quando a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, comprou do Banco do Brasil (BBAS3) cerca de R$ 650 milhões em dívidas da WTorre relacionadas ao financiamento da arena, com a operação do estádio entre as garantias.

A aquisição do crédito abriu caminho para a aproximação entre as duas empresas, que negociavam havia meses a entrada do banco na sociedade.

PUBLICIDADE

O estádio é um dos principais complexos multiuso da América Latina, consolidado como a maior arena voltada ao entretenimento e ao esporte no país. O espaço combina agenda intensa de shows e eventos de grande porte com a realização dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Com o acordo, a WTorre permanece como acionista relevante do ativo e continuará participando das principais decisões estratégicas da companhia.

Leia também: Nubank assume naming rights do estádio do Palmeiras e avança em estratégia nos esportes

PUBLICIDADE

A entrada do BTG Pactual dá sequência ao trabalho já desenvolvido no complexo, segundo o comunicado da Vinci Compass, que também classificou a operação como mais um marco em seu histórico de assessoria a transações do setor.

A operação ocorre em meio a um momento de resultados sólidos para a Real Arenas, empresa do grupo WTorre responsável pela gestão do antigo Allianz Parque, antes chamado de Parque Antarctica.

Procurado pela reportagem, o BTG Pactual não quis se pronunciar sobre o acordo. A WTorre não respondeu de imediato ao pedido de comentário.

PUBLICIDADE

Recuperação no pós-pandemia

A receita bruta da companhia saltou de R$ 124 milhões em 2022 para R$ 199 milhões em 2023 e R$ 241 milhões em 2024, recuperação relevante após a queda no faturamento durante a pandemia.

Em 2025, empresa divulgou um valor perto de R$ 300 milhões, impulsionada por mais shows, vendas de cadeiras e camarotes e valorização dos patrocínios.

Leia também: Como o Allianz Parque se tornou um ‘ímã’ de marcas de olho em experiência com clientes

Mais de 2,5 milhões de pessoas passaram pelo estádio em um ano de operação, sendo 800 mil em 30 jogos e 1,7 milhão em 47 shows. No período, dois patrocínios foram renovados e três novos foram fechados, elevando para 13 o número de parceiros da arena.

Em outubro do ano passado, WTorre e Sociedade Esportiva Palmeiras assinaram acordo que encerrou disputa judicial que se estendia por quase uma década.

O acerto envolveu concessões de ambas as partes e resultou em crédito de R$ 117 milhões para o clube, sendo R$ 50 milhões pagos à vista e o restante repassado por meio do direito de exploração de uma área do estádio correspondente a mil lugares.

A auditoria independente das demonstrações financeiras da Real Arenas ficou a cargo da Grant Thornton Auditores Independentes Ltda., que apontou melhoria nos controles internos e robustez na governança da companhia. O parecer foi emitido sem ressalvas.

Leia também

Como o Anhembi se tornou um ativo único no portfólio desta gigante global de eventos