BP inicia processo para vender operação no Mar do Norte em revisão de portfólio

A companhia busca um comprador para os ativos na região como parte da estratégia da CEO Meg O’Neill de simplificar o portfólio e fortalecer o balanço patrimonial

A companhia produz cerca de 100 mil barris de óleo equivalente por dia no Mar do Norte, região cujos ativos foram colocados à venda pela companhia.
Por Mitchell Ferman
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Bloomberg — A BP informou que está iniciando um processo para promover seus negócios no Mar do Norte com vistas a uma possível venda, como parte de uma revisão mais ampla do portfólio da gigante do petróleo.

A Bloomberg noticiou em maio que a empresa estava considerando a venda da unidade, em uma alienação que poderia render cerca de £ 2 bilhões (US$ 2,7 bilhões).

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O negócio “estará melhor posicionado como parte de outra empresa”, afirmou a CEO Meg O’Neill em comunicado divulgado na sexta-feira.

A BP já acordou ou concluiu uma série de alienações ao longo do último ano, incluindo a venda de sua unidade de lubrificantes Castrol, em uma tentativa de simplificar seu portfólio, fortalecer o balanço patrimonial e concentrar os investimentos em suas principais operações de upstream, downstream e comercialização.


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A BP é a última grande petrolífera global a manter uma unidade autônoma no Mar do Norte, depois que a Shell Plc e a TotalEnergies combinaram suas operações com outras empresas para formar unidades independentes nessa bacia offshore em processo de envelhecimento.

Outras empresas, como a Chevron e a ConocoPhillips, já venderam seus ativos no Mar do Norte.

O setor petrolífero afirma que o Mar do Norte se tornou menos atraente devido às restrições do governo britânico à exploração e ao desenvolvimento de novos projetos, bem como aos altos impostos.

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Leia também: Nova CEO da BP assume com desafio de simplificar operação e recuperar valor da empresa

“Este é um daqueles ‘momentos’ que devem servir como um alerta extremamente sério”, afirmou Andrew Griffith, secretário-adjunto de negócios do Partido Conservador, da oposição, em comunicado divulgado na sexta-feira.

“A Grã-Bretanha precisa competir — por energia, capital e talentos —, mas o governo continua aumentando os impostos e acumulando burocracia.”

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A BP, com sede em Londres, vem reduzindo sua presença na região ao longo da última década, incluindo a venda de sua participação no campo de Shearwater para a Shell e do sistema de dutos Forties para a Ineos Group Holdings.

A BP ainda detém uma participação de 45% no Clair, o maior campo de petróleo da Plataforma Continental do Reino Unido.

A BP informou que vem produzindo cerca de 100 mil barris de óleo equivalente por dia no Mar do Norte, distribuídos por cinco centros de produção. Esse volume se compara à sua produção global de cerca de 2,3 milhões de barris por dia.

O Mar do Norte pode ser a primeira alienação de grande porte sob a gestão de O’Neill, que em abril se tornou o primeiro executivo de fora da empresa a ser nomeado CEO da BP.

O’Neill e o então presidente do conselho, Albert Manifold, buscaram reverter anos de desempenho insatisfatório, o que gerou pressão por parte do acionista ativista Elliott Investment Management e custou o cargo ao ex-CEO Murray Auchincloss.

Leia também: BP vende controle da Castrol por US$ 6 bilhões em esforço para reduzir dívida

Manifold já foi destituído e O’Neill agora será o responsável pela recuperação da BP. A empresa informou nesta semana que cortará cerca de 700 postos de trabalho nas áreas de produção e operações.

A BP divulgará seus resultados do segundo trimestre na terça-feira, o primeiro trimestre completo de O’Neill no comando. As ações da empresa registraram ligeira alta nas negociações em Londres na sexta-feira.

--Com a colaboração de Jamie Nimmo e Dylan Griffiths.

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