Avanço chinês deixa montadoras europeias em crise, leva a cortes de vagas e fechamentos

Representante da indústria alemã afirma à Bloomberg TV que empregos e fábricas serão afetados pelas mudanças em curso. Mudanças são consideradas essenciais para tornar o setor mais resiliente diante da concorrência internacional

Fabricantes como a Volkswagen e a Stellantis vêm enfrentando dificuldades com os altos custos de energia e mão de obra (Foto: Krisztian Bocsi/Bloomberg)
Por Sasha Draeger-Mazer - Chad Thomas
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Bloomberg — As montadoras europeias estão passando por profundas mudanças para recuperar a competitividade, sendo inevitáveis novos cortes de empregos e fechamentos de fábricas para construir um setor resiliente, segundo a presidente do lobby automotivo alemão.

Fabricantes como a Volkswagen e a Stellantis vêm enfrentando dificuldades há muito tempo com os altos custos de energia e mão de obra, bem como com a burocracia que os coloca em desvantagem em relação à concorrência, afirmou na quarta-feira a presidente da VDA, Hildegard Müller.

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As reformas devem ser aceleradas para reduzir o impacto sobre um dos pilares industriais da região.


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A pressão sobre os fabricantes se intensificou à medida que mais montadoras chinesas avançam para a Europa, e os custos de fabricação de veículos elétricos na região permanecem elevados.

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Na quinta-feira, a Volkswagen, maior montadora da Europa, deve discutir a duplicação dos cortes de empregos na Alemanha, bem como o fechamento de fábricas.

“A situação em todo o setor automotivo é semelhante à discussão na VW”, afirmou Müller em entrevista à Bloomberg Television. “Nem todas as unidades de produção poderão continuar existindo no futuro; portanto, é necessário que haja programas de reestruturação.”

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Alta nas vendas de carros chineses leva a recorde  na Europa

Como forma de proteger os empregos em todo o setor, os fabricantes deveriam permitir que concorrentes estrangeiros tivessem acesso às suas fábricas, afirmou Müller em uma declaração separada enviada por e-mail.

“Compartilhar cadeias de suprimentos ainda une pessoas e países”, disse ela à Bloomberg TV.

A União Europeia está trabalhando em uma proposta para recompensar os fabricantes que produzem carros localmente, conhecida como disposições Made in Europe.

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Embora a regulamentação, parte da Lei do Acelerador Industrial do bloco, ainda esteja passando por um longo processo legislativo, fabricantes chineses como a Zhejiang Leapmotor Technology e a Chery Automobile já tomaram medidas para ampliar a capacidade de produção de automóveis na Europa.

“As opções para mudanças diminuíram, mas tornaram-se ainda mais urgentes”, afirmou Müller no comunicado. “Isso significará muitas mudanças para as pessoas em termos de suas demandas e expectativas.”

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