S&P 500 sobe pelo quarto dia seguido com impulso de queda de juro futuro

Yields dos Treasuries mais longos recuaram no dia seguinte da reunião do Fed que sinalizou possível fim do ciclo de aperto monetário; S&P 500 avançou 1,89%, e o Nasdaq Composite, 1,78%

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Por Rita Nazareth

Bloomberg — As ações nas bolsas de Nova York subiram nesta quinta-feira (2) um dia depois de o Federal Reserve sinalizar que pode ter encerrado o ciclo de aumento das taxas de juros, enquanto traders aguardam o relatório de empregos - payroll - dos Estados Unidos em outubro, que será conhecido nesta sexta (3).

Nas negociações do after market, a ação da Apple caía perto de 1%, depois da divulgação do seu balanço trimestral e a informação de que suas receitas com vendas na China ficaram aquém das estimativas.

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No Brasil, a bolsa ficou fechada em razão do feriado do Dia de Finados.

Em um rali também impulsionado por condições de sobrevenda e reposicionamento de investidores, o S&P 500 subiu 1,89% - em sua melhor sessão desde abril. O Nasdaq Composite subiu 1,78%, e o Dow Jones, 1,70%.

O “medidor de medo” do mercado - o VIX - caiu abaixo de 16 e ultrapassou um nível técnico importante.

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Os títulos do Tesouro de longo prazo tiveram um desempenho superior, com os rendimentos de 30 anos caindo 13 pontos-base para 4,8%.

O dólar também caiu versus os principais pares. A libra esterlina ganhou valor, pois o Banco da Inglaterra se opôs a falar de cortes nas taxas. O petróleo ultrapassou a cotação de US$ 82 o barril.

Um relatório mostrou que a produtividade do trabalho nos EUA avançou ao maior ritmo em três anos, ajudando a aliviar o impacto inflacionário do recente aumento dos salários.

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Por outro lado, os pedidos de auxílio-desemprego na economia americana aumentaram pela sexta semana consecutiva, indicando que aqueles que perdem seus empregos começam a ter mais dificuldades para encontrar novas ocupações.

Economistas consultados pela Bloomberg preveem que os empregos não-agrícolas tenham aumentado em 180.000 em outubro, após um ganho de 336.000 em setembro.

“Os dados de sexta-feira serão cruciais”, disse Priya Misra, gerente de portfólio da JPMorgan Asset Management. “Se tivermos um relatório fraco, as taxas [de juros] continuarão a cair, mas as condições financeiras podem não se afrouxar ainda mais, uma vez que uma recessão pode parecer mais iminente. Em caso de relatório forte, o mercado observará o Fed nervosamente para ver como reagirá.”

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Uma pesquisa conduzida pela 22V Research mostra que 52% dos investidores esperam que os dados de emprego que se sexta-feira sejam de risco - e apenas 14% acham que serão de baixo risco. Esse é o nível de otimismo mais alto desde que a empresa começou a realizar as pesquisas há um ano.

Além disso, 41% dos entrevistados acham que os ganhos médios por hora serão o indicador mais importante do payroll, seguido pelos números de empregos.

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