Minério de ferro desafia receios econômicos sobre China e supera os US$ 107

Queda de até 3% no início da sessão mostra, contudo, que mercado também sofre pressões de baixa em meio à crise imobiliária e incertezas econômicas

Futuros de minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian fecharam em leve queda
Por Yee Xing Ng "Liz"
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Bloomberg — Os futuros de minério de ferro em Singapura estenderam o salto da semana passada, apesar de todas as preocupações com a economia e o setor imobiliário da China, à medida que se aproxima a temporada de construção de outono.

Depois da alta de 4% na semana passada, a cotação da matéria-prima siderúrgica voltou a superar os US$ 107 a tonelada nesta segunda-feira (21), pela primeira vez desde o início do mês. Mas uma queda de até 2,9% no início da sessão mostra que o mercado também sofre pressões de baixa.

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A atividade de construção chinesa normalmente acelera em setembro e outubro, com o clima mais brando após o verão no hemisfério norte, levando as usinas a reabastecerem seus estoques de minério.

No entanto, este ano a recuperação econômica incerta e a crise do mercado imobiliário geram dúvidas sobre a demanda.

A confiança do mercado também é afetada por políticas de estímulo tímidas, disse a Huatai Futures. A indústria continuará com uma estratégia de manter os estoques de aço baixos, uma vez que não espera uma melhora significativa no consumo, acrescentou.

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Os bancos chineses fizeram um corte de juros menor do que o esperado nesta segunda-feira e evitaram cortar a taxa de referência para financiamento imobiliário, apesar de o banco central ter pressionado os credores para aumentarem os empréstimos.

“O consumo doméstico de materiais de construção caiu acentuadamente ano a ano”, disse a Galaxy Futures. Espera-se que a fraca demanda no mercado de materiais de construção chinês continue, provocando a redução nos estoques, afirmou.

Os futuros de minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian fecharam em leve queda, e os contratos de aço em Xangai também recuaram.

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