Mercados asiáticos sinalizam abertura com ganhos no começo da semana

Futuros do Japão, de Hong Kong e da Austrália operavam em alta na manhã desta segunda-feira no Oriente, depois de dados de inflação nos EUA na sexta

Bandeiras da China no prédio do Grande Salão do Povo em Pequim (Foto: Feng Li/Getty Images)
Por Brett Miller
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Bloomberg — Os futuros de ações asiáticas apontam para ganhos em toda a região na abertura na segunda-feira (31) após um rali em Wall Street na sexta (28), com os investidores deixando de lado as preocupações com o ajuste de política monetária do Banco do Japão em face de dados econômicos dos EUA.

Os contratos para Japão e Hong Kong subiram pelo menos 1%, enquanto os da Austrália avançaram 0,3%. As megacaps lideraram os ganhos das ações dos EUA na sexta, com o Nasdaq 100 subindo quase 2% e o S&P 500 avançando 1%.

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A Meta Platforms e a Tesla subiram mais de 4% cada uma, enquanto a Intel teve valorização de cerca de 6,5% diante de previsão de vendas otimista. Os rendimentos dos títulos dos EUA caíram.

Os principais indicadores de inflação - caso do PCE de junho - mostraram uma redução ainda maior no ritmo de aumento dos preços, enquanto os americanos ficaram mais otimistas com a economia, com os investidores apostando em um soft landing de forma crescente.

O dólar negociou em patamar ligeiramente mais baixo na segunda-feira contra a maioria dos pares do Grupo dos 10. O iene subiu marginalmente depois de interromper um rali de quatro dias na sexta, quando o BOJ ajustou a política para dar aos rendimentos dos títulos mais espaço para subir.

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Os mercados de câmbio e títulos enfrentam o risco de volatilidade contínua, à medida que os investidores avaliam se os aumentos de juros do Federal Reserve e do Banco Central Europeu na semana passada marcam o fim de seus ciclos de aperto monetário.

O dólar australiano e a libra esterlina também estão no centro das atenções, com seus bancos centrais programados para se reunir na terça e quinta-feira desta semana que começa.

Os dados do PMI de manufatura e serviçois da China estarão em foco nesta segunda-feira, com os economistas projetando mais fraqueza na atividade fabril.

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Novos esforços do governo para fortalecer a economia chinesa surgiram na sexta-feira, incluindo um plano para impulsionar as indústrias de consumo e medidas para desenvolver uma bolsa dedicada a ajudar pequenas empresas a obter acesso a fundos.

Os números da produção industrial e das vendas no varejo no Japão serão analisados para obter mais pistas sobre a saúde econômica do país e seu impacto na inflação.

Na sexta-feira, o presidente do BOJ, Kazuo Ueda, disse que o banco central permitiria que os rendimentos subissem acima de um teto que agora chama de ponto de referência. Isso abre caminho para uma futura normalização da política que tem implicações para uma ampla gama de ativos e mercados globais fortemente expostos ao dinheiro japonês.

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Os rendimentos dos títulos do governo japonês de 10 anos saltaram para o nível mais alto em nove anos, com os investidores especulando se esse ajuste foi um precursor de mudanças mais drásticas na política monetária do Japão.

Qualquer ajuste significativo na política teria implicações para o mercado de títulos do Tesouro, uma vez que as famílias japonesas são um dos maiores compradores de dívida dos EUA, de acordo com Dennis DeBusschere, fundador da 22V Research. A justificativa é: se os rendimentos no Japão ficarem mais atraentes, pode haver venda de títulos do governo dos EUA para comprar a dívida do país asiático.

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