‘Mais ganância do que medo’: o retrato do mercado atual, segundo o CEO do Goldman

Em evento em Nova York, David Solomon avaliou que o mercado de ações tem sido impulsionado por um apetite por lucro que supera as preocupações com a inflação e a economia

David Solomon: Goldman garantiu posições de liderança em algumas das maiores captações de ações da história. (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
Por Todd Gillespie

Bloomberg — O avanço dos mercados de ações é impulsionado por um apetite por lucro que supera os temores de uma paralisação econômica e os riscos de inflação, disse o CEO do Goldman Sachs, David Solomon.

“Estamos definitivamente num momento em que há mais ganância do que medo”, disse Solomon em participação em um evento no Economic Club de Nova York na terça-feira. “O capital está disponível.”

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As últimas semanas foram excelentes para o Goldman, que garantiu posições de liderança em algumas das maiores captações de ações da história.

Apesar da preocupação com as pressões inflacionárias e o conflito no Oriente Médio, os mercados de ações dos Estados Unidos subiram rapidamente e investidores se esforçam para não perder grandes deals.

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Na segunda-feira (1º), foi anunciado que o Goldman é assessor líder na captação de US$ 80 bilhões em ações da Alphabet, controladora do Google, um dos maiores negócios já feitos desse tipo.

O banco de investimento também garantiu uma cobiçada posição de coordenador líder no IPO da SpaceX, o maior de todos os tempos, que provavelmente renderá cerca de US$ 500 milhões em taxas para os bancos que trabalham nele.

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Quando questionado, Solomon admitiu que riscos de inflação mais alta podem provocar aumentos de juros do Federal Reserve. “Acho que a pressão inflacionária é real, e se for mais forte do que o esperado, acho que veríamos o Fed tomar medidas”, disse ele.

Numa conferência na semana passada, o presidente do Goldman, John Waldron, se gabou da grande liderança da empresa nos rankings. O banco detém 29% da participação de mercado em assessoria de fusões e aquisições por valor no ano até o momento, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“Temos uma liderança de quase US$ 300 bilhões no ranking neste ponto do ano, que é nossa maior liderança de todos os tempos neste ponto do ano”, disse Waldron. “Espero não ter dado azar com isso.”

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