IPCA-15 sobe 0,89% em abril, abaixo do esperado, e mantém incerteza sobre juros

Alta de alimentos e combustíveis impulsiona índice a 0,89% no mês, enquanto cenário externo pressiona expectativas e dificulta decisão dos dirigentes do Banco Central

Inflação segue acima da meta de 3% em meio a medidas de estímulo do governo e choque de energia vindo do Oriente Médio (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
Por Andrew Rosati

Bloomberg — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou menos do que o esperado no início de abril.

Dados oficiais divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os preços ao consumidor subiram 0,89% em relação ao mês anterior, abaixo da mediana de 0,98% das estimativas de economistas consultados pela Bloomberg. Em 12 meses, a inflação avançou 4,37%.

PUBLICIDADE

O conflito no Oriente Médio levanta dúvidas sobre até que ponto o Banco Central pode continuar reduzindo os custos de empréstimos no Brasil.

A disparada do petróleo e uma economia mais aquecida do que o esperado reverteram meses de progresso no controle da inflação antes da decisão de juros desta quarta-feira.

 Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

PUBLICIDADE

Os dirigentes de política monetária reduziram a taxa Selic pela primeira vez desde 2024 no mês passado, iniciando um ciclo de afrouxamento com um corte de 0,25 ponto percentual. Eles afirmam que podem ajustar a política diante da recente alta de preços, mas a inflação segue bem acima da meta de 3%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta proteger os consumidores do impacto econômico antes das eleições de outubro por meio de subsídios e alívio de dívidas, o que adiciona incerteza às perspectivas para a inflação.

Veja mais em Bloomberg.com

PUBLICIDADE

Leia também

AtlasIntel: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em eventual 2º turno