Ibovespa recua em junho e tem o 4º mês seguido de perdas; dólar fecha em R$ 5,16

Principal índice da B3 caiu 0,7% nesta terça-feira (30); moeda americana teve baixa de 0,23% com formação da Ptax, mas se valorizou contra o real pelo segundo mês consecutivo

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou esta terça-feira (30) em queda de 0,68%, aos 172.024 pontos. O resultado consolidou a queda no acumulado de junho, em leve baixa de 0,10%.

Este foi o quarto mês consecutivo de baixa para o Ibovespa. O índice sofre com a ausência do capital estrangeiro que vinha sustentando os ganhos do índice no início do ano. O fluxo acumulado do mês é negativo em R$ 8,75 bilhões até o dia 26 de junho.

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“Com os juros americanos abrindo, os ativos de risco – incluindo emergentes como o Brasil – sofrem. Ao longo do ano, o estrangeiro tem sido o player mais relevante para a direção do Ibovespa. Liderou a alta no começo do ano e saiu na queda recente”, disse Rafael Ihara, economista-chefe da Meraki Capital, à Bloomberg News.

Já o dólar caiu 0,23%, a R$ 5,16, em dia de maior volatilidade devido à formação da taxa Ptax para o câmbio. No entanto, a moeda subiu 2,63% no mês – sua segunda alta mensal consecutiva.

Fechamento 30/06/2026

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A queda do Ibovespa em junho coincidiu com a retomada do fluxo de capital para as ações de tecnologia. Nos mercados emergentes, o capital se deslocou para os mercados asiáticos que estão conectados à indústria de chips.

Houve alta também nos Estados Unidos, com o S&P500 alcançando o melhor resultado trimestral desde 2020. O índice subiu 0,79% nesta terça-feira e fechou o semestre com 9,6% de alta.

  • Dow Jones: +0,26%
  • S&P 500: +0,79%
  • Nasdaq 100: +1,52%

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A expectativa é de continuidade do otimismo com a aproximação da temporada de balanços, que deve mostrar novas rodadas de investimento em inteligência artificial.

O movimento ganhou força também com o cenário macroeconômico mais favorável com a reabertura do Estreito de Ormuz, que possibilitou a queda dos preços do petróleo e, consequentemente, contribui para frear as preocupações com a inflação causada pela commodity.

O petróleo Brent caiu 21% em junho, em sua maior queda trimestral desde a pandemia, na casa de US$ 73 o barril, conforme o tráfego por Ormuz se recupera mais rápido do que o esperado. O movimento levou o Morgan Stanley a reduzir novamente suas projeções para os preços da commodity.

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Com informações da Bloomberg News

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