Ibovespa fecha em alta com o avanço da Petrobras, na contramão de mau humor externo

Alta da Petrobras acompanhou o barril de petróleo no mercado internacional em meio ao aumento das tensões no Mar Vermelho

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu 0,10% no segundo pregão do ano, fechando aos 132.833 pontos nesta quarta-feira (3). A alta foi sustentada principalmente pela Petrobras (PETR3; PETR4), cujos papéis preferenciais subiram 3,12%. No mercado internacional, no entanto, o dia foi de queda nas bolsas dos Estados Unidos e da Europa, conforme o rali das últimas semanas esfria. O dólar fechou em leve queda, de 0,04%, a R$ 4,915.

A alta da Petrobras acompanhou os ganhos do barril de petróleo no mercado internacional em meio ao aumento das tensões no Mar Vermelho entre grupos do Iêmen e forças dos Estados Unidos. PRIO, 3R e PetroRecôncavo também avançaram. Os papéis da PRIO, por exemplo, subiram 3,42%.

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Além da Petrobras, Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil foram empresas de peso que subiram no dia, enquanto Vale (VALE3) e Itaú Unibanco caíram 0,52% e 1,10%, respectivamente, impedindo um desempenho mais forte do Ibovespa. A maior alta foi a do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), cujas ações subiram 10,50%.

Durante a manhã, o índice Ibovespa operou em queda, estendendo as perdas da véspera. O índice, entanto, se recuperou durante a tarde.

Estados Unidos

As ações dos EUA estenderam a queda da véspera nesta quarta-feira, se afastando dos recordes alcançados no fim do ano depois de um forte rali entre novembro e dezembro. O Dow Jones caiu 0,76%, o Nasdaq 100 recuou 0,80%, e o S&P 500 teve perda de 1,18%.

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A queda do Nasdaq 100 é a terceira seguida, refletindo uma mudança das posições dos investidores em relação às ações de tecnologias, que se valorizaram fortemente ao longo do ano passado.

Nesta quarta, a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve reafirmou que as taxas de juros no país não devem sofrer um corte em breve e elas podem ficar no atual patamar por mais tempo do que vinha sendo previsto. O Fed apontou, no entanto, que o ciclo de cortes deve começar ainda nesta ano.

O mercado de juros considerava na última semana um corte de 0,25 ponto na taxa na reunião de março.

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“No geral, foi uma atualização agressiva por parte do Fed”, de acordo com Ian Lyngen da BMO Capital Markets, embora “o tom aparentemente tenha sido indiferente”.

-- Com informações da Bloomberg News

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