Goldman Sachs alerta que recuperação do mercado depende do alívio das taxas de juros

Para Christian Mueller-Glissmann, chefe de pesquisa de alocação de ativos do Goldman Sachs Group, embora as ações tenham se valorizado significativamente, os preços do petróleo permanecem elevados e os mercados de crédito ficaram para trás em relação ao de ações

Stock market information displayed on the floor of the American Stock Exchange (AMEX) at the New York Stock Exchange (NYSE) in New York, US, on Monday, March 23, 2026. US stocks rallied on Monday after President Donald Trump ordered the Pentagon to hold off on military strikes against Iranian energy infrastructure, spurring a retreat in oil prices. Photographer: Michael Nagle/Bloomberg
Por Dara Doyle - Anna Edwards

Bloomberg — A recente alta do mercado ações, que levou tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq 100 a recordes históricos, exige que os bancos centrais voltem a reduzir as taxas de juros para sustentar esse ritmo, de segundo Christian Mueller-Glissmann, chefe de alocação de ativos da área de pesquisas do Goldman Sachs Group.

Mueller-Glissmann descreveu a recente recuperação das ações como uma “fase de recuperação rápida e intensa”, impulsionada em parte por fatores técnicos, incluindo hedge funds que anteriormente haviam vendido ações para reduzir o risco e agora estão sendo forçados a retomar suas posições.

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Apesar de o S&P 500 estar caminhando para três semanas consecutivas de ganhos superiores a 3%, ele questionou se a alta é sustentável sem o apoio da política monetária.

“Para manter essa recuperação, essa retomada, acho que precisamos que os bancos centrais voltem um pouco ao patamar anterior”, disse Mueller-Glissmann à Bloomberg TV. “Precisamos que o alívio nas taxas de juros seja implementado.”

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O estrategista do Goldman Sachs afirmou que, embora as ações tenham se valorizado significativamente, os preços do petróleo permanecem elevados e os mercados de crédito ficaram para trás em relação ao de ações.

Ele atribuiu parte do desempenho superior das ações à maior exposição às empresas de tecnologia, que continuam a “apresentar bons resultados”.

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