Efeito Copa do Mundo: torneio deve conter volatilidade dos títulos, segundo o Citi

Oscilações nos mercados de dívida dos EUA e da Europa costumam diminuir quando ocorre o torneio esportivo mais assistido do planeta, dizem estrategistas do Citigroup

Traders podem dedicar mais atenção aos jogos do que aos mercados, dizem estrategistas (Foto: Yuri Cortez/AFP/Getty Images)
Por Ruth Carson

Bloomberg — Os traders podem ter um motivo para se preocupar menos com uma disparada da volatilidade dos bonds neste verão: a Copa do Mundo.

O Citigroup afirma que as oscilações nos mercados de dívida dos EUA e da Europa costumam diminuir quando ocorre o torneio esportivo mais assistido do planeta. Com as primeiras partidas começando na quinta-feira, o banco reiterou sua recomendação de se posicionar para uma queda da volatilidade na curva de yields.

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“Historicamente, a volatilidade das taxas de curto prazo nos EUA e na zona do euro tende a permanecer baixa ou cair ainda mais durante a Copa do Mundo, o que sustenta nossa visão baixista para a volatilidade no curto prazo”, escreveram os estrategistas liderados por Mike Chang em relatório datado de 8 de junho.

Os estrategistas do Citi afirmam que os movimentos no trecho entre dois e dez anos da curva tendem a ser mais moderados do que o indicado para o próximo mês pelos preços atuais de mercado.

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Para aproveitar essa tendência, o banco recomenda uma operação vendida em volatilidade da curva por meio de opções.

“Continuamos a preferir uma posição taticamente vendida em volatilidade da curva no curto prazo, especialmente às vésperas do torneio de futebol deste verão”, escreveram.

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A volatilidade dos mercados normalmente diminui durante o verão do Hemisfério Norte, quando investidores entram em período de férias e a atividade de negociação perde ritmo.

A Copa do Mundo — disputada de 11 de junho a 19 de julho — pode reduzir ainda mais a liquidez, já que alguns traders podem dedicar mais atenção às partidas do que aos mercados.

O índice ICE BofA MOVE, uma medida da volatilidade do mercado de títulos, recuou desde o pico registrado em março e permanece abaixo dos níveis observados há um ano, sinalizando que as taxas se estabilizaram em uma faixa relativamente estreita.

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Apesar das incertezas em torno do conflito no Oriente Médio, o Citi espera que a volatilidade de curto prazo da taxa de juros permaneça contida, afirmando que a abordagem gradual do Federal Reserve para a política monetária deve ajudar a limitar as oscilações do mercado.

Embora o relatório de inflação ao consumidor dos EUA desta semana possa provocar movimentos nos mercados, o banco disse que, depois disso, os investidores poderão enfrentar um período de cerca de um mês de relativa calmaria.

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