Dólar hoje: moeda americana fecha em queda com recuperação do mercados externos

Esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio e as perspectivas de que o aperto do Fed pode ter terminado contribuíram para a valorização do real frente ao dólar

Dólar hoje: moeda americana fecha em queda com recuperação do mercados externos
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Bloomberg Línea — O dólar (USDBRL) fechou em queda ao fim das negociações nesta segunda-feira, 16 de outubro, às 17h58 (horário de Brasília). A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,03, com desvalorização de 0,90%. A cotação máxima alcançada no dia foi de R$ 5,07, enquanto a mínima bateu em R$ 5,03.

Os esforços diplomáticos para evitar uma escalada do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas no Oriente Médio contribuíram para uma recuperação dos mercados mundo afora nesta segunda-feira (16), o que ajudou a valorização das moedas frente ao dólar. O Ibovespa (IBOV) fechou em alta de 0,67%, aos 116.534 pontos, acompanhando os ganhos dos índices de ações em Nova York.

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No mercado internacional, a busca por ativos mais seguros retrocedeu depois da indicação de que o presidente Joe Biden estaria considerando fazer uma viagem a Israel como parte de um esforço para evitar que a guerra se espalhe.

O secretário de Estado dos EUA (equivalente a um ministro de Relações Exteriores), Antony Blinken, também retornou a Israel para se reunir com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, após conversas com governos árabes. O presidente russo, Vladimir Putin, realizou uma ligação com os líderes do Egito, Síria, Irã e Autoridade Palestina, e o Kremlin afirmou haver um “consenso unânime” sobre a necessidade de um cessar-fogo. Ele também falou separadamente com Netanyahu.

Além disso, o temor de que o Federal Reserve pode continuar com o aperto monetário para reduzir a inflação continuou a retroceder depois que mais diretores da autoridade monetária têm falado sobre os efeitos do aumento dos juros para a economia americana.

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Patrick Harker, presidente do Federal Reserve Bank da Filadélfia, afirmou nesta segunda-feira que as taxas de juros mais altas tem tornado mais o ambiente mais desafiador para as pessoas que desejam comprar o primeiro imóvel, pois elevam os custos de empréstimos e limitam o estoque, o que também leva a preços mais elevados das casas.

Taxas mais elevadas desestimulam os proprietários atuais a colocar suas casas à venda, o que cria uma escassez de estoque, disse Harker em um discurso preparado para uma convenção em Filadélfia organizada pela Mortgage Bankers Association.

Harker, que vota nas decisões sobre as taxas este ano, também repetiu os comentários que fez na semana passada, afirmando que o Fed pode manter sua taxa de referência estável, desde que não haja uma reviravolta acentuada nos dados econômicos. Ele reiterou que o banco central dos EUA ainda está fazendo muito para combater a inflação, após elevar a taxa de referência em mais de 5 pontos percentuais desde o ano passado e reduzir seu balanço.

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Neste ano, o dólar acumula queda de 4,65% em relação ao real. O valor máximo foi registrado no dia 3 de janeiro, quando a cotação do dólar atingiu R$ 5,46. Já a mínima foi de R$ 4,73 no dia 31 de julho. A cotação média do dólar no período foi de R$ 5,01.

O desempenho do dólar em relação ao real está acima da média das principais moedas dos países emergentes. A moeda com o maior desempenho no ano é o peso colombiano, com variação de 12,58%. Já a divisa com o menor desempenho é o peso argentino, que variou -97,63%.

As ações do Ibovespa (IBOV) com melhor desempenho no pregão foram:

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  • Cia Brasileira de Distribuicao (PCAR3) subiu 8,67%
  • Gol Linhas Aereas Inteligentes SA (GOLL4) subiu 6,55%
  • Azul SA (AZUL4) subiu 4,55%

E as de pior desempenho foram:

  • Magazine Luiza SA (MGLU3) caiu 1,65%
  • Eneva SA (ENEV3) caiu 1,94%
  • Suzano SA (SUZB3) caiu 2,03%

-- Com informações da Bloomberg News. Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.

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