Bloomberg Línea — Os investidores ficam à espera nesta terça-feira (29) da divulgação do relatório de empregos Jolts nos Estados Unidos, dado que pode dar sinais dos próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação ao aperto monetário.
Na China, a crise continua. Os bancos estatais informaram que estão investindo quase todos os seus recursos para impulsionar os gastos do consumidor.
Uma redução das taxas em hipotecas também está em discussão, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória (MP) que muda a tributação sobre os fundos exclusivos, que, em geral, incluem apenas um ou poucos cotistas.
Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (29):
1. Nova tributação de fundos exclusivos
Com o objetivo de elevar a arrecadação em 2023 para cobrir parte do aumento de despesas, o governo do presidente Lula tomou novas medidas que afetam a tributação de fundos exclusivos no Brasil e os rendimentos de aplicações financeiras no exterior por meio de offshores - empresas constituídas no exterior para a administração de ativos fora do país.
Segundo o Ministério da Fazenda, os fundos exclusivos agora ficarão sujeitos à tributação periódica pela alíquota de 15%, como ocorre com os demais fundos de investimento que são taxados duas vezes por ano por meio do mecanismo conhecido como “come-cotas”.
2. Cenário para emergentes
O pior selloff dos últimos anos de ativos de mercados emergentes em agosto é amenizada nesta terça-feira (29), à medida que a China seguiu aplicando suas medidas de estímulo de forma gradual.
O otimismo de fim de mês se refletiu em diversos aspectos, desde um rali nas ações de tecnologia em Hong Kong até preços mais firmes de minério de ferro em Singapura.
Histórias idiossincráticas ganham destaque, com investidores observando os ativos turcos para o impacto do aumento das taxas de juros da semana passada e a Hungria em relação à sua próxima decisão.
3. Mercados
Os futuros de ações dos Estados Unidos operam próximos da estabilidade nesta terça-feira, enquanto traders aguardam uma série de dados econômicos nos próximos dias para obter pistas sobre as perspectivas para políticas monetárias ao redor do globo.
Os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 eram negociados de lado por volta das 8h45 (horário de Brasília) após a China sinalizar mais medidas para sustentar sua economia. Os rendimentos do Tesouro recuaram, enquanto um indicador do dólar permaneceu estável.
Apesar dos ganhos desta semana, as ações globais estão a caminho do pior mês em quase um ano, à medida que os formuladores de políticas monetárias continuam determinados a conter a inflação.
Os relatórios econômicos estão assumindo importância ainda maior do que o normal, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reiterou em Jackson Hole na semana passada que o banco central está pronto para elevar ainda mais as taxas se os dados indicarem que isso é apropriado.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Salários devem voltar a crescer depois de dois anos seguidos de queda; veja onde sobem mais
Folha de S. Paulo: Governo de SP deu 90% de emendas a aliados em 2022; Tarcísio mantém verba em segredo
O Globo: Lula consulta políticos sobre favoritos ao STF; veja o que pesa a favor ou contra os dois nomes
Valor Econômico: Para líderes empresariais, reformas são positivas, mas é preciso avançar
5. Agenda
Nos Estados Unidos, a agenda começa às 10h, no horário de Brasília, com a divulgação de dados sobre os preços de imóveis S&P/CS Composto-20. Às 11h, é publicado o dado de confiança do consumidor CB e as ofertas de emprego Jolts. Às 17h30, são divulgados os estoques de petróleo bruto semanal API.
-- Com informações da Bloomberg News
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