Bloomberg Línea — Começou nesta sexta-feira (14) a temporada de resultados dos Estados Unidos, com os balanços do segundo trimestre dos bancos JPMorgan (JPM), Wells Fargo (WFC) e Citigroup (C).
Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed), disse que estima que o banco central dos EUA precisará aumentar as taxas de juros mais duas vezes este ano para trazer a inflação de volta à sua meta.
No entanto, ele também disse que dados de preços mais positivos podem evitar a necessidade de um segundo aumento, observando que o Departamento de Estatísticas dos EUA divulgará mais dois relatórios sobre o índice de preços ao consumidor até a próxima reunião de política monetária do Fed, em 25 e 26 de julho.
No Brasil, hoje serão publicados dados sobre as vendas no varejo, às 9h, no horário de Brasília, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).
Na China, o Banco Popular sugeriu mais apoio político à economia, ao mesmo tempo em que pediu paciência para que a recuperação ocorra.
Funcionários de alto escalão do banco central chinês disseram que há espaço suficiente para flexibilizar a política monetária, se necessário, e sugeriram possíveis ajustes na taxa de compulsório para os bancos e uma maior flexibilização dos controles de propriedade.
Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (14):
1. Bancos dos EUA
A receita do JPMorgan atingiu um recorde no segundo trimestre, impulsionada pelos aumentos das taxas de juros do Fed.
A empresa reportou US$ 41,3 bilhões em receita, superando as expectativas dos analistas, de acordo com um comunicado divulgado hoje.
O montante incluiu US$ 21,8 bilhões em receita líquida de juros, também um recorde.
O JPMorgan elevou ainda seu guidance para margem financeira (NII), excluindo seus negócios comerciais, para US$ 87 bilhões para o ano, acima dos US$ 84 bilhões previstos no dia do investidor da companhia, em maio.
Já o Wells Fargo teve uma receita líquida acima do esperado por analistas no segundo trimestre e elevou seu guidance para o acumulado do ano.
A empresa, com sede em São Francisco, reportou US$ 13,2 bilhões em NII nos três meses até junho, um aumento de 29% em relação ao ano anterior, de acordo com o balanço.
O banco informou uma provisão de US$ 1,7 bilhão para perdas com empréstimos, mais do que os analistas esperavam, que incluía um aumento de reserva vinculado a empréstimos para prédios de escritórios.
2. O pós-covid da China
O presidente chinês, Xi Jinping, parece estar ampliando a ajuda às empresas privadas atingidas nos últimos anos por repressões regulatórias e pelas políticas contra covid-19 mais restritivas do mundo.
As autoridades tomaram uma série de ações destinadas a mostrar o apoio do governo chinês às empresas privadas, já que a recuperação pós-pandemia do país tem se mostrado mais lenta do que o esperado.
O líder chinês prometeu tratar melhor os investidores estrangeiros e tem pedido maior abertura nas últimas semanas. Essa mudança no tom traça uma linha sob uma forte repressão tecnológica que atrapalhou o maior IPO do mundo.
3. Mercados
Esta foi uma semana em que quase tudo se recuperou — dos mercados emergentes aos títulos globais e ao S&P 500 — todos impulsionados pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed) está finalmente vencendo a luta contra a inflação.
Os investidores estão terminando a semana com ganhos em todas as classes de ativos. O índice global de ações da MSCI saltou 3,5% nos últimos cinco dias, o maior avanço desde novembro.
Os títulos também subiram ao longo da semana com a taxa de dois anos dos Estados Unidos, a mais sensível a movimentos de política de curto prazo, caindo até 30 pontos-base.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Bastidores: ministros do STF admitem que fala de Barroso sobre bolsonarismo afeta imagem da Corte
Folha de S. Paulo: Desenrola promete deixar 1,5 milhão de brasileiros com nome limpo nesta segunda
O Globo: Desenrola começa a renegociar dívidas bancárias na segunda-feira: veja como vai funcionar
Valor Econômico: Bancos começam a renegociar dívidas no Desenrola para cerca de 30 milhões de brasileiros
5. Agenda
Hoje o dia é cheio nos Estados Unidos, a começar pela divulgação dos preços de bens exportados e importados às 9h30, no horário de Brasília. Às 11h, são publicados dados sobre as expectativas de inflação a cinco anos Michigan, a confiança do consumidor Michigan, o índice Michigan de percepção do consumidor e as expectativas de inflação Michigan.
Às 14h, é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes. Em seguida, às 17h30, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao petróleo, ao ouro, ao Nasdaq e ao S&P 500.
No mesmo horário, no Brasil, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao real. Na zona do euro, o mesmo indicador é divulgado, mas em relação ao euro.
-- Com informações da Bloomberg News
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