Barcelona, Espanha — Chegou o tão esperado dia: o Federal Reserve (Fed) profere hoje sua decisão sobre o custo dos empréstimos nos Estados Unidos, em sua última manobra de política monetária de 2023. A bateria de reuniões de bancos centrais na semana inclui a autoridade europeia (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE), que amanhã dão o seu veredito sobre as taxas. Na sexta-feira é a vez do banco central chinês.
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🕰️ Timing nas entrelinhas. Ante os sinais de arrefecimento econômico e de moderação dos preços, os bancos centrais devem manter os juros inalterados. Espera-se, porém, que tentem esfriar um mercado que subiu muito rapidamente, enviando aos investidores indicações de que os cortes das taxas devem demorar mais tempo para se materializar. Alguns analistas contam que esta possibilidade comece já em maio. Mas os últimos dados de inflação dos EUA levantam dúvidas sobre a probabilidade de uma mudança agressiva em direção à flexibilização da política do Fed.
⬇️ Surpresa em semana decisiva. A economia do Reino Unido encolheu mais do que o esperado em outubro, sentindo o impacto dos empréstimos elevados e do tempo chuvoso. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu -0,3%, contrastando com o avanço de +0,2% em setembro. A queda foi a primeira desde julho e excedeu a projeção de declínio de -0,1% feita pelos economistas.
📱 Mais Apple fora da China. A taiwanesa Foxconn Technology, o parceiro de fabricação mais importante da Apple, tem carta branca para investir ao menos US$1 bilhão adicionais em uma planta que está construindo na Índia. Trata-se de um grande avanço no objetivo da Apple de construir um centro além da China. A maior montadora de iPhones do mundo planeja gastar essa quantia além dos US$1,6 bilhão que reservou anteriormente para a instalação, segundo fontes consultadas pela Bloomberg.
📈 O vaivém dos ativos. Os contratos futuros de índices dos EUA subiam moderadamente. Na Europa, as bolsas também operavam em alta. No fechamento das bolsas da Ásia, os indicadores terminaram em direções distintas. O prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA recuava para 4,19%. Entre as divisas, o euro e a libra se depreciavam frente ao dólar, mas o iene subia. O ouro avançava, enquanto os contratos de petróleo bruto WTI declinavam. O bitcoin ganhava ligeiramente, situando-se ao redor dos US$41 mil.
(Com informações de Bloomberg News)
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