Bloomberg — As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (6), lideradas pelas empresas de tecnologia, enquanto os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos recuaram diante do otimismo de que EUA e Irã estão próximos de um acordo de paz.
Os futuros do Nasdaq 100 avançaram 1%, enquanto os do S&P 500 ganharam 0,5%, com ambos os índices caminhando para renovar máximas recordes. A Casa Branca acredita estar perto de um acordo com Teerã sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra e estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais detalhadas, informou o Axios na quarta-feira.
O Brent caiu 5,3%, para cerca de US$ 104 por barril, diante das expectativas de que um acordo esteja próximo. Os rendimentos dos títulos recuaram nos EUA e na Europa, com a taxa dos Treasuries de 10 anos caindo oito pontos-base, para 4,35%. O dólar chegou brevemente ao menor nível desde fevereiro.
Enquanto isso, a Advanced Micro Devices Inc. disparou 17% no pré-mercado nos EUA após os gastos com data centers reforçarem sua projeção de vendas. A fabricante de memórias Samsung Electronics Co. subiu 16% na Coreia do Sul e atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão. Já a Alphabet Inc. levantou US$ 17 bilhões para financiar investimentos em IA.
“O mercado continua precificando uma desescalada e um alívio nas restrições de oferta”, disse Geoff Yu, estrategista macro sênior do BNY. “O caminho à frente é turbulento, mas a direção parece clara.”

🔘 As bolsas ontem (05/05): Dow Jones Industrials (+0,73%), S&P 500 (+0,81%), Nasdaq Composite (+1,03%), Stoxx 600 (+0,70%), Ibovespa (+0,62%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (6 de maio):
- Clube do US$ 1 tri. A Samsung ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado após as ações quadruplicarem no ano, impulsionadas pela demanda por chips usados em inteligência artificial. A empresa se tornou a segunda companhia asiática a atingir a marca, depois da Taiwan Semiconductor Manufacturing.
- BMW resiste à pressão chinesa. A montadora manteve a projeção de lucro para o ano após registrar forte demanda na Europa, o que compensou parte da queda de vendas na China. A montadora aposta na nova linha elétrica Neue Klasse para enfrentar a concorrência de BYD e da Tesla.
- Wegovy ganha tração. A Novo Nordisk reduziu a projeção de queda para vendas de 13% para 12% após forte demanda pela versão em pílula do Wegovy nos EUA. A farmacêutica aposta no medicamento oral para recuperar espaço frente à Eli Lilly, enquanto o Ozempic registrou o pior desempenho em dois anos.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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