Bloomberg — As ações globais operam perto da estabilidade nesta quinta-feira (3), com os preços do petróleo mais estáveis e os rendimentos dos títulos em queda após atingirem máximas de várias décadas.
O iene avançou mais de 1% em relação ao dólar, à medida que investidores se concentraram em fatores que poderiam fortalecer a moeda, embora continuassem atentos ao risco de intervenção.
Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 subiram 0,1%. As ações de tecnologia seguem no foco, com a fabricante de chips Broadcom Inc. em queda nas negociações do pré-mercado após resultados abaixo das expectativas. A Hewlett Packard Enterprise Co. recuou depois de divulgar vendas que ficaram aquém das elevadas expectativas do mercado.
As pequenas oscilações desta quinta-feira prolongaram o início cauteloso de setembro, período em que os rendimentos dos títulos globais dispararam após a retomada dos confrontos no Irã elevar os preços do petróleo, alimentar preocupações com a inflação e reforçar as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve neste mês. Com a temporada de balanços praticamente encerrada, as atenções se voltam para o relatório de emprego dos EUA, que será divulgado na sexta-feira e poderá trazer sinais sobre a economia americana e as perspectivas para a política monetária.
“Não há uma tendência estrutural que indique uma direção clara, e o mercado costuma acompanhar os movimentos de curto prazo do petróleo”, disse Nadege Dufosse, chefe de multiativos da Candriam. “É um mercado difícil de navegar.”
As atenções estão voltadas para o iene, que chegou a subir 1,4%, para 156,41 por dólar. Operadores questionam a percepção de que o Banco do Japão avançará devagar demais na alta dos juros, enquanto notícias sobre o maior fundo de pensão do país alimentam expectativas de fluxos de recursos mais favoráveis à moeda. Também há especulações de que o Japão possa voltar a intervir no mercado cambial.

🔘 As bolsas ontem (02/09): Dow Jones Industrials (+0,56%), S&P 500 (+0,46%), Nasdaq Composite (+0,45%), Stoxx 600 (-0,24%), Ibovespa (+3,05%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (3 de setembro):
- Trump prevê ataques breves ao Irã. O presidente dos EUA disse que uma nova onda de bombardeios provavelmente será breve, após Washington voltar a atingir alvos na costa iraniana e Teerã retaliar contra bases americanas. A escalada renovou a pressão sobre o Estreito de Ormuz e mantém os preços do petróleo em alta.
- Chevron amplia aposta na Venezuela. Após duas décadas mantendo operações no país, a petrolífera fechou um acordo que lhe dará acesso a bilhões de barris em reservas e prevê investir US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos. “É preciso ter paciência”, disse o CEO, Mike Wirth, em entrevista à Bloomberg News.
- Aposentadoria tranquila? Nos EUA, a quantidade de contas de aposentadoria com pelo menos US$ 1 milhão na Fidelity aumentou 19% no segundo trimestre, para 769 mil, impulsionada pela alta das ações. Apesar do recorde, os americanos estimam precisar de US$ 1,46 milhão para se aposentar confortavelmente.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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