Bloomberg — As ações asiáticas estavam prontas para subir na abertura desta terça-feira (11) após ganhos em Wall Street e depois que a China intensificou o apoio ao seu mercado imobiliário em dificuldades.
Futuros de referência no Japão, em Hong Kong e na Austrália subiram mais de 0,5%, enquanto um indicador de ações chinesas listadas nos EUA saltou 1,2%. Isso sugere movimentos maiores na região do que o aumento de 0,2% de segunda-feira (10) para o índice S&P 500 e um movimento marginal mais alto para o Nasdaq 100.
Operadores da Ásia, que aguardam medidas mais concretas de Pequim para reforçar sua morna recuperação econômica, devem receber com satisfação as notícias de que dois reguladores chineses aumentaram a pressão sobre as instituições financeiras para facilitar os termos das empresas imobiliárias, incentivando negociações para estender empréstimos pendentes.
Os problemas na economia da China estão exercendo impactos amplos nos mercados, com o presidente do gigante da mineração Rio Tinto alertando nesta semana sobre os efeitos indiretos na demanda por metais industriais.
Os desafios na China surgem quando muitos outros países, incluindo os EUA, enfrentam uma questão diferente – inflação mais alta e aumento das taxas de juros.
Na sessão de segunda-feira em Wall Street, os traders analisaram os comentários de uma série de integrantes do Federal Reserve enquanto aguardavam os dados do índice de preços ao consumidor (o CPI) de junho nesta quarta-feira (12), que ajudarão a determinar o caminho para aumentos de juros.
Três integrantes do Fed, Michael Barr, Mary Daly e Loretta Mester, disseram que o banco central precisará aumentar as taxas ainda neste ano para trazer a inflação de volta à sua meta de 2%.
O ímpeto do mercado diminuiu desde que as ações registraram uma forte recuperação no primeiro semestre, à medida que ressurgiram as preocupações sobre o impacto das muitas contracorrentes econômicas nos lucros corporativos.
Michael Wilson, estrategista-chefe de ações do Morgan Stanley, tornou-se o último a alertar que as previsões - guidance - de lucros serão mais importantes do que o normal desta vez, dadas as avaliações elevadas das ações, taxas de juros mais altas e liquidez cada vez menor.
A Tesla caiu quase 2%, enquanto a Amazon caiu antes do evento Prime Day nesta terça e quarta.
O Nasdaq 100, que marcou um primeiro semestre histórico em meio à febre com a Inteligência Artificial, passará por um “reequilíbrio especial”, segundo alguns analistas. Um medidor de grandes bancos reduziu os ganhos com notícias sobre um plano para aumentar as exigências de capital.
“Muitos riscos ainda estão por vir”, disse Seema Shah, estrategista-chefe global da Principal Asset Management. “Com as amplas avaliações de ações tendo mais uma vez se estendido e a amplitude do mercado extremamente estreita, o preço do mercado é perfeito – deixando-o vulnerável a decepções de ganhos.”
A temporada de balanços começa na sexta-feira (14), quando JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo divulgam seus números. Há mais problemas no caminho para o S&P 500, já que os alertas de lucro e os temores de taxas de juros mais altas se combinam para ameaçar o principal indicador de ações dos EUA, de acordo com a pesquisa Markets Live Pulse mais recente.
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