Super Bowl: autoridade que construímos na NFL é ativo valioso, diz head na Disney

Plataforma líder global em cobertura esportiva vê espaço para ampliar a sua audiência na NFL no país, à luz de novo acordo com a liga, disse Carlos Maluf, Head de Esportes da The Walt Disney Company Brasil, à Bloomberg Línea

A Super Bowl LX helmet is displayed at an official NFL pop-up Super Bowl shop in San Francisco on Feb. 3. Photographer: Justin Sullivan/Getty Images
08 de Fevereiro, 2026 | 01:01 PM

Bloomberg Línea — O interesse do fã brasileiro e global pela NFL (National Football League) chega ao ápice nesta noite de domingo (8) com a disputa do Super Bowl, a final da temporada, que neste ano reúne o Seattle Seahawks contra o New England Patriots, no Levi’s Stadium, em São Francisco, na Califórnia.

Nos últimos anos, o engajamento do brasileiro ganhou um “empurrão” extra com o início da transmissão por plataformas de streaming como o Amazon Prime Video; e, nesta temporada regular e playoffs em particular, com o Grupo Globo, com a exibição de jogos ao vivo pelo SporTV e o Globoplay.

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Trata-se de uma nova dinâmica para um território historicamente dominado com exclusividade pela ESPN, plataforma sinônimo de cobertura esportiva global desde a década de 1980, em particular das ligas profissionais americanas, o que inclui também a NBA, a MLB e a NHL.

Para Carlos Maluf, Head de Esportes da The Walt Disney Company Brasil, a entrada de novos players na transmissão ajuda a expandir o tamanho do mercado da NFL no Brasil sem que isso ameace o que descreveu como vantagem competitiva da ESPN: a autoridade construída ao longo de duas décadas e meia de exibição de jogos de futebol americano.

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“O mercado cresceu muito e vai aumentar mais. São mais de vinte anos de transmissões [na ESPN] e o que sempre observamos é um crescimento consistente, principalmente no Disney + desde o seu lançamento", disse Maluf em entrevista à Bloomberg Línea, em referência à plataforma de streaming da Disney que inclui o conteúdo da ESPN em sua programação.

“Esse crescimento foi tão evidente que outros players do mercado passaram a se interessar muito mais pela NFL“, completou o executivo.

Carlos Maluf, Head de Esportes da The Walt Disney Company Brasil (Foto: Divulgação)

O executivo que responde também, portanto, pelas estratégias da ESPN no Brasil, citou um dado recente do Ibope Repucom que estimou que a liga de futebol americano tem mais de 40 milhões de fãs no Brasil.

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“É claro que esse número não se traduz diretamente em audiência, mas mostra o enorme potencial de mercado; as pessoas estão abertas a acompanhar os jogos da NFL”, disse Maluf.

Segundo ele, além do número considerado elevado de fãs, a mesma pesquisa indicou um crescimento muito significativo desse dado nos últimos dez anos, “e isso, sim, se traduz nas audiências da competição”.

Ao tratar do ativo intangível do qual a ESPN se vale para falar de NFL, Maluf citou uma série de iniciativas realizadas ao longo dos anos para promover o esporte no Brasil, tanto para quem acaba de chegar e não entende as regras como para aqueles que se tornaram “fãs de carteirinha”.

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“Autoridade é o termo chave. Temos um tratamento muito diferenciado com a NFL, com uma equipe de transmissão amplamente conhecida pelo público e transmissões que carregam toda a expertise de quem faz o jogo acontecer para o brasileiro há mais de vinte anos”, afirmou.

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“Um dos exemplos da diferenciação está no RedZone no Disney+, com uma experiência ao torcedor distinta de qualquer outra transmissão. Neste ano, estreamos o MNF Playbook, uma transmissão paralela ao jogo de segunda que mostra dados e estatísticas em tempo real na tela da ESPN e do Disney+.”

Maluf apontou também programas exclusivos, como o ESPN League, com informações e opiniões sobre a liga e o Super Bowl, na TV, no Disney+ e no YouTube, além do podcast Semana NFL, no YouTube, com informações semanais sobre a liga americana.

Jogo entre Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers disputado na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, em São Paulo, na abertura da temporada 2025-2026 da NFL (Foto: Bloomberg Línea)

O Head de Esportes da Disney para o Brasil comentou as perspectivas da parceria de longa data da ESPN com a NFL, que recentemente se aprofundou com o acordo anunciado em agosto passado segundo o qual a gigante de entretenimento adquiriu os canais proprietários da NFL, incluindo a NFL RedZone, em troca de uma participação de 10% na ESPN.

“No Brasil estamos sempre abertos a novos negócios que possam beneficiar os assinantes. As ações que a ESPN promove para alavancar a NFL no país são feitas há anos, e o crescimento do incentivo se deve exclusivamente ao sucesso de sua realização, não a qualquer outro acordo.”

Segundo ele, a relação de confiança no trabalho realizado permite que a ESPN mantenha uma série de ativos proprietários para o Brasil, como a transmissão dos jogos da NFL em São Paulo e o próprio Super Bowl.

Para a ESPN, a transmissão dos jogos da NFL representa não só uma fonte de audiência e de engajamento do mercado com o público como se tornou um pilar de posicionamento da ESPN e do Disney+.

“O evento que teremos com o mercado no domingo, com a exibição do Super Bowl, é um bom exemplo disso”, disse o executivo da Disney.

“Há anos, promovemos ativações com a decisão da liga, em encontro com pessoas do mercado e da mídia, além de torcedores. É uma possibilidade que a NFL nos proporciona”, destacou Maluf.

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Segundo o executivo, esse conjunto de iniciativas e a construção são reconhecidas pelo mercado e por marcas que decidem se associar à NFL diante da crescente popularidade do esporte no país.

“Não é por acaso que a ESPN mais uma vez somou aportes ao longo da temporada, com a presença de marcas como Snickers, RAM e C6, entre outras, que estão em transmissões e ativações com o canal.”

Maluf disse que o acordo da Disney com a NFL deve se traduzir em aprofundamento do relacionamento e em novas ativações.

“A próxima temporada da NFL ainda está em planejamento dentro da ESPN, mas certamente nosso envolvimento irá crescer, com grandes transmissões e grandes atrativos que só o canal oferece ao mercado nacional.”

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