Bloomberg — O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu os preços dos ingressos para jogos da Copa do Mundo após críticas de torcedores e parlamentares dos EUA, preocupados com o fato de os valores elevados afastarem visitantes do torneio que começa no próximo mês.
A Fifa recebeu 500 milhões de pedidos por ingressos antes mesmo de as vendas começarem neste ano, ante menos de 50 milhões nas Copas de 2018 e 2022, afirmou Infantino na terça-feira (5) durante painel na conferência global do Milken Institute, em Beverly Hills.
Membros do Congresso enviaram uma carta à Fifa no início do ano, após a abertura das vendas, quando os preços mínimos eram de US$ 140, mas frequentemente chegavam a milhares de dólares.
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Infantino, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os valores foram definidos em parte como resposta ao mercado americano, que permite a atuação de revendedores com margens elevadas.
“Embora algumas pessoas digam que os preços dos ingressos são altos, eles acabam sendo revendidos por valores ainda maiores — mais do que o dobro do preço original”, afirmou.
Ingressos para a final já superam US$ 10 mil em sites de revenda. Segundo Infantino, 25% das entradas da fase de grupos podem ser compradas por menos de US$ 300.
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Um recorde de 48 seleções disputará 104 partidas nesta Copa do Mundo, em 16 cidades dos EUA, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho. Será a primeira vez que o torneio ocorre na América do Norte desde 1994.
Infantino disse se surpreender com o fato de os EUA, que se orgulham de liderar em diversas áreas, não levarem mais a sério a ambição de dominar o esporte mais popular do planeta.
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“Não entendo como é possível se contentar em ser o número 20 no esporte número um do mundo”, afirmou.
A seleção dos EUA, comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino, ocupa atualmente a 16ª posição no ranking da Fifa, liderado por França, Espanha e a atual campeã mundial, Argentina.
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