Fifa avalia manter intervalos para hidratação da Copa em contratos de mídia, diz fonte

Criticadas por torcedores e comentaristas, paradas de três minutos permitiram a exibição de comerciais adicionais que podem ter gerado uma receita estimada em US$ 500 milhões para a Fox nos EUA, potencialmente compensando o que ela pagou pelos direitos de transmissão

Copa do Mundo de 2026 gerou mais de US$ 15 bilhões em receita (Foto: Dan Mullan/Getty Images)
Por Hannah Miller
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Bloomberg — Após a Copa do Mundo mais lucrativa de sua história, a Fifa estuda a possibilidade de vender os direitos de transmissão nos Estados Unidos para as duas próximas edições do torneio em um único pacote, o que manteria os polêmicos intervalos para hidratação que impulsionaram a receita publicitária, segundo uma pessoa a par do assunto ouvida pela Bloomberg News.

As negociações ainda estão em um estágio muito inicial, no entanto, segundo a fonte, que não estava autorizada a falar publicamente sobre as discussões.

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A organizadora do torneio também está interessada em, potencialmente, agrupar os direitos de transmissão em inglês e espanhol, em vez de vendê-los separadamente, afirmou a fonte. A Fifa se recusou a comentar.

A Fifa tem passado por turbulências desde o início da semana passada, quando Gianni Infantino, presidente da entidade, enfrentou reações negativas em relação ao seu plano de arrecadar cerca de US$ 4 bilhões com a venda de participações em um novo veículo comercial a investidores. Infantino posteriormente desistiu da ideia e agora luta para manter seu cargo.


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O próximo contrato de direitos de mídia será negociado após a Copa do Mundo de 2026, que gerou mais de US$ 15 bilhões em receita, impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento dos preços dos ingressos.

A final entre Espanha e Argentina registrou uma audiência recorde de 62 milhões de telespectadores nos Estados Unidos entre a Fox, detentora dos direitos em inglês, e a Telemundo e a Peacock, da Comcast, que transmitiram o torneio em espanhol.

A Fox teria pago US$ 485 milhões pelos direitos da Copa do Mundo de 2026 depois que a Fifa lhes concedeu um preço vantajoso. A Fifa havia transferido a Copa do Mundo de 2022 no Catar do verão para o final do outono, depois que a Fox já havia adquirido os direitos de transmissão do torneio. Com a emissora argumentando que os direitos de 2022 teriam menor valor para um torneio realizado no outono, a Fifa melhorou as condições do contrato de 2026 a fim de evitar uma ação judicial.

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O torneio de 2026, sediado pelos EUA, Canadá e México, acabou sendo um grande benefício para a Fox, que informou na quinta-feira que sua receita publicitária aumentou 78%, para US$ 1,9 bilhão, durante seu quarto trimestre fiscal — um aumento impulsionado principalmente pela Copa do Mundo.

Pela primeira vez no torneio deste ano, foram implementados intervalos obrigatórios de hidratação de três minutos em cada tempo de todas as partidas. Isso permitiu a exibição de comerciais adicionais que podem ter gerado uma receita estimada em US$ 500 milhões para a Fox, potencialmente compensando o que ela pagou pelos direitos de transmissão de 2026.

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No entanto, as interrupções foram alvo de críticas por atrapalharem o andamento da partida, incluindo incidentes em que a Fox demorou a retomar a transmissão. Alguns puristas viram nisso mais um exemplo da monetização agressiva da Copa do Mundo por parte da Fifa.

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As próximas duas Copas do Mundo ocorrerão em fusos horários menos favoráveis aos telespectadores dos EUA, com o torneio de 2030 sendo sediado na Espanha, em Portugal e no Marrocos, e o de 2034 na Arábia Saudita. No entanto, a popularidade do torneio deste ano e as lucrativas oportunidades publicitárias da competição provavelmente elevarão o preço desses direitos de transmissão a um valor recorde.

A Telemundo optou por não interromper a transmissão para exibir comerciais durante os intervalos para hidratação, mas a emissora continua interessada nos direitos de transmissão de torneios futuros.

O agrupamento dos direitos de mídia em inglês e espanhol poderia, em última análise, ser favorável à NBCUniversal, da Comcast, que inclui tanto a Telemundo quanto a NBC. A empresa também vem investindo fortemente na transmissão de esportes ao vivo.

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