Bloomberg — Um colar de diamantes histórico, originalmente criado para a família real egípcia e avaliado em cerca de US$ 4 milhões, foi roubado de um importante museu de Viena, o que desencadeou uma caçada policial a dois suspeitos do crime.
Os homens quebraram uma vitrine no Museu de Artes Aplicadas de Viena durante o horário de funcionamento na quinta-feira (27) e fugiram a pé, de acordo com um comunicado da polícia. O alvo deles era um colar da Van Cleef & Arpels criado para um casamento real egípcio em 1939.
Criado para o casamento da princesa Fawzia do Egito com o príncipe herdeiro do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, a Sotheby’s avaliou seu valor entre US$ 3,6 e US$ 4,6 milhões em um leilão realizado em 2015. A peça é feita de platina e 673 diamantes, com um peso total de 200 quilates.
Trata-se do roubo de obra de arte de maior valor em Viena desde que a Saliera, de ouro e esmalte, de Benvenuto Cellini, foi roubada do Kunsthistorisches Museum em 2003. Essa peça, avaliada em 50 milhões de euros, foi recuperada três anos depois.
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O roubo deve voltar a chamar a atenção para os protocolos de segurança nos museus, após o furto de joias no valor de cerca de US$ 100 milhões do Louvre, realizado em plena luz do dia no ano passado. Várias pessoas foram presas no caso, mas o diretor do museu, com sede em Paris, foi forçado a renunciar.
Ladrões também levaram, nesta semana, uma coleção de peças de ouro com 3.000 anos de idade de um museu na cidade espanhola de Villena.
Os ladrões responsáveis pelo roubo ocorrido na quinta-feira em Viena fugiram em direção desconhecida, segundo a polícia. Foram descritos como dois homens magros, com cerca de 1,75 m de altura, cabelos escuros e barba. Imagens de câmeras de segurança mostram ambos vestindo roupas pretas e tênis escuros.
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Organizada em parceria com a marca de luxo parisiense, a exposição no museu localizado na famosa Ringstrasse de Viena, intitulada Prime Pieces: Van Cleef & Arpels High Jewelry x Masterpieces from the MAK Collection, estava programada para ficar em cartaz até 27 de setembro.
O museu informou em comunicado que os visitantes ainda podem ver sua coleção “com exceção da exposição afetada”.
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