Bloqueio dos EUA leva petroleiros ligados ao Irã a navegar em zigue-zague

Navios ligados às exportações de energia iranianas alteraram rotas e fizeram manobras incomuns após os EUA reforçarem a fiscalização e a interceptação de embarcações na região

Fuzileiros navais dos EUA da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais realizam uma inspeção de verificação a bordo do petroleiro M/T Wen Yao no Golfo de Omã, em 16 de julho de 2026. (Foto: Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA)
Por Weilun Soon - Rong Wei Neo
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Bloomberg — Dois petroleiros sancionados pelos EUA que transportam combustível para cozinha estão dando meia-volta e navegando em zigue-zague no Golfo de Omã e no Mar Arábico, fazendo parte de uma frota de embarcações carregadas com exportações de energia iranianas que enfrentam um bloqueio agressivo dos EUA ao transporte marítimo do país.

Esses movimentos incomuns ocorrem no momento em que os EUA aplicam suas novas medidas contra o transporte marítimo iraniano, iniciadas na terça-feira.

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Desde então, as forças americanas redirecionaram três navios mercantes, abordaram uma embarcação para fins de verificação e imobilizaram um petroleiro que não cumpriu as instruções, informou o Comando Central dos EUA em uma publicação nas redes sociais na noite de quinta-feira.

As localizações do petroleiro imobilizado — que foi atingido por mísseis norte-americanos nas profundezas do Golfo Pérsico, próximo ao terminal de exportação de petróleo iraniano da Ilha de Kharg — e do navio que sofreu abordagem, no Golfo de Omã, indicam uma área de operações mais ampla para o bloqueio renovado em comparação com o anterior.


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O navio-tanque de gás liquefeito de petróleo Glendale navegava no Golfo de Omã a um ritmo constante em direção ao Mar Arábico na noite de quinta-feira, quando fez uma inversão de marcha abrupta e parou na costa de Omã na sexta-feira, de acordo com dados de rastreamento de navios.

O Danuta I indicava o Sri Lanka como destino, mas mal havia entrado no Mar Arábico na quinta-feira quando começou a se mover em um ziguezague incomum. Atualmente, ele navega a uma velocidade lenta que não segue na direção do Sri Lanka.

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Um terceiro navio de GLP sujeito a sanções dos EUA, o supergaseiro “Celeste”, foi observado navegando em direção ao Mar Arábico e indicando a China como seu destino.

Cerca de 91 navios-tanque de petróleo, GLP e petroquímicos ligados ao Irã — incluindo os que estavam vazios — foram identificados em imagens de satélite no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã nos últimos sete dias, de acordo com dados da organização sem fins lucrativos United Against Nuclear Iran.

Os mercados de energia e de transporte marítimo estão acompanhando atentamente os movimentos da frota para compreender o rigor com que as Forças Armadas dos EUA estão conduzindo seu bloqueio.

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Em outros locais, navios ligados ao Irã que haviam deixado o Golfo Pérsico anteriormente também parecem ter feito mudanças abruptas em suas rotas planejadas.

Nesta semana, dois navios que haviam indicado Karachi como destino acabaram revertendo a rota de volta ao Golfo de Omã, à medida que o bloqueio entrava em vigor.

Um terceiro petroleiro navegava para oeste, passando pelo Sri Lanka, antes de fazer uma inversão de rumo na quinta-feira, e agora está ancorado na costa do país.

A atividade marítima observável no Estreito de Ormuz permaneceu moderada na manhã desta sexta-feira.

Apenas quatro embarcações ligadas ao Irã cruzaram o estreito em ambas as direções com seus transponders ligados no dia anterior, embora um pequeno petroleiro que havia feito uma travessia em direção ao leste para deixar o Golfo Pérsico tenha então dado meia-volta para retornar ao mar interior.

A proprietária do Glendale é listada como Ecoseas Maritime, que compartilha um endereço na Índia com sua administradora, a Bluveera Shipping, no banco de dados Equasis. Uma ligação feita para o número de telefone búlgaro da Ecoseas não foi atendida, enquanto a Bluveera não possui e-mail ou número de contato listado.

Da mesma forma, não constavam e-mails ou números de telefone para a proprietária e administradora do Danuta I, a Ithaki, com sede no Panamá. A proprietária do Celeste, a Aerilyn Shipping, também com sede no Panamá, não indicou nenhum e-mail ou número de telefone.

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