Biden assina acordo sobre o limite da dívida e evita default dos EUA

Medida negociada com o presidente da Câmara limita os gastos federais por dois anos e suspende o teto da dívida até a eleição de 2024

O presidente americano Joe Biden
Por Jordan Fabian

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Bloomberg — O presidente Joe Biden assinou neste sábado (3) uma lei que evita o calote da dívida dos Estados Unidos, evitando um golpe catastrófico na economia com uma vitória bipartidária que desafiou as expectativas de Washington.

A medida negociada com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, limita os gastos federais por dois anos e suspende o teto da dívida até a eleição de 2024. Ele foi aprovado na Câmara e no Senado por ampla margem, consolidando a reputação de Biden como um negociador pragmático enquanto se prepara para intensificar sua corrida à reeleição.

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Biden assinou o projeto de lei a portas fechadas sem cerimônia. Um comunicado da Casa Branca neste sábado anunciando a assinatura agradeceu aos líderes do Congresso, incluindo McCarthy e o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, “por sua parceria”.

O presidente elogiou o acordo na noite de sexta-feira (2) em seu primeiro discurso no Salão Oval como um excelente exemplo de sua capacidade de trabalhar no corredor, mesmo com a nação profundamente dividida.

“A única maneira pela qual a democracia americana pode funcionar é por meio de compromisso e consenso, e foi para isso que trabalhei como seu presidente”, disse ele. Biden acrescentou que em tempos em que “a economia americana e a mundial correm o risco de entrar em colapso, não há outro jeito.”

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O Senado aprovou a lei na quinta-feira (1), um dia depois de a Câmara aprová-la. O prazo máximo para a aprovação, de forma a evitar o primeiro default de pagamentos nos EUA, era segunda-feira (5).

A possibilidade de uma recessão causada por um calote representava uma das maiores ameaças às chances de Biden ganhar um segundo mandato.

O presidente de 80 anos, que enfrentou dúvidas sobre sua idade e aptidão para o cargo, neutralizou-as negociando um acordo bipartidário que passou por um Congresso fortemente dividido.

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