Bloomberg — O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse que vai se defender no Senado contra uma votação para destituí-lo do cargo à força, em vez de aceitar sua renúncia — uma distinção jurídica que poderá determinar se ele manterá a imunidade contra processos criminais.
Peña anunciou sua intenção de renunciar na quinta-feira (6), cedendo à pressão em relação aos seus laços com um grande banco comercial que faliu nesta semana. No entanto, membros de seu próprio partido e da oposição propuseram seu impeachment na Câmara dos Deputados, deixando a cargo do Senado a decisão sobre a forma como ocorrerá sua saída do cargo.
O Senado concederá tempo para que Peña ou um representante apresente sua defesa na sexta-feira, segundo o presidente da casa.
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Em uma postagem nas redes sociais na noite de quinta-feira, Peña prometeu comparecer pessoalmente à audiência. “Comparecerei e exercerei meu direito de defesa. Farei isso com argumentos e provas, respeitando a Constituição e as instituições da República”, afirmou.
Peña também afirmou que cooperaria com as autoridades depois que o Ministério Público anunciou que abriria uma investigação criminal sobre suas ações.
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O presidente detinha uma participação acionária na empresa controladora do Banco Ueno, o Grupo Vázquez, antes de se desfazer dela no ano passado. Os depósitos do governo no Banco Ueno passaram de zero, quando Peña assumiu o cargo em 2023, para mais de US$ 800 milhões no início deste ano, à medida que críticos apontavam um conflito de interesses.
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