Bloomberg — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro depois que o desafiante foi envolvido em um escândalo de corrupção e os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o Brasil antes da eleição de outubro, mostrou uma nova pesquisa.
Lula venceria com 44% dos votos em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ante 38% do senador, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira.
No mês passado, Lula liderava por apenas um ponto percentual, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro.
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Os resultados são o sinal mais recente de que a campanha de Flávio Bolsonaro perdeu força. Nas últimas semanas, o principal rival de Lula passou a ser alvo de questionamentos por seus vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro e por seu papel no agravamento das relações entre Brasília e Washington.
Embora o senador conservador tenha praticamente empatado com Lula após lançar sua candidatura presidencial em dezembro, reportagens de que buscou apoio financeiro de Vorcaro, ex-presidente-executivo do extinto Banco Master para produzir uma cinebiografia de seu pai prejudicaram sua candidatura.
Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que buscou financiamento privado para um projeto privado. Mas as revelações que o ligam ao Banco Master — instituição no centro do que as autoridades classificaram como o maior caso de fraude bancária da história do Brasil — têm enfraquecido seus esforços para usar a corrupção, uma das principais preocupações dos eleitores, como arma política contra Lula.
Enquanto isso, o presidente de 80 anos tem buscado estimular a economia e proteger os consumidores da alta dos preços dos combustíveis antes da eleição.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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