Economistas elevam projeções para a Selic após eleição de Lula, aponta Boletim Focus

Segundo estimativa divulgada às vésperas da reunião do Copom, projeções indicam que a taxa básica de juros deve encerrar este ano em 13,5%, e em 12,5% no ano que vem

Brasil
Por Andrew Rosati
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Bloomberg — Economistas brasileiros elevaram suas previsões para as taxas de juros até 2029, após a reeleição inesperada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter provocado uma onda de vendas nos mercados financeiros.

A Selic atingirá 13,5% em dezembro deste ano, acima da estimativa anterior de 13,25%, de acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal com economistas do Banco Central publicada nesta terça-feira (3).

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No final de 2027, espera-se agora que a taxa se situe em 12,5%, ante 11,75%, enquanto a previsão para 2028 subiu um ponto percentual inteiro, para 11%, e a projeção para 2029 aumentou um quarto de ponto, para 10,25%.


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Os economistas participantes da pesquisa também elevaram suas estimativas de inflação para níveis ainda mais acima da meta de 3% até 2029.

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Lula desafiou seu adversário e os mercados de previsão em 25 de outubro, vencendo o segundo turno das eleições presidenciais após ter perdido a votação inicial semanas antes.

O resultado surpreendeu os investidores, que haviam apostado fortemente que uma mudança na liderança traria uma política fiscal mais restritiva e uma postura mais favorável aos negócios.

A maioria dos analistas espera agora que os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) suspendam seu ciclo de flexibilização na reunião desta quarta-feira (4) e mantenham as taxas estáveis em 13,75%.

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Os gastos públicos dispararam nos últimos meses, à medida que o presidente de 81 anos tomou medidas para combater a desigualdade e garantir um quarto mandato sem precedentes. Esses gastos aumentaram as pressões inflacionárias e alimentaram preocupações de que a dívida do Brasil esteja atingindo níveis insustentáveis.

-- Com a colaboração de Robert Jameson.

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