Ex-CFO do Itaú é condenado a pagar R$ 2,8 milhões ao banco em processo

Justiça de São Paulo considerou que Alexsandro Broedel Lopes teria escondido um conflito de interesses com consultoria que prestou serviços para o banco; assessoria do executivo diz que sua defesa vai recorrer da decisão

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Por Matheus Piovesana
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Bloomberg — O ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco, Alexsandro Broedel Lopes, escondeu um conflito de interesses que o fez ter ganhos financeiros em seu período no alto escalão do banco, de acordo com a Justiça de São Paulo.

Broedel, que foi o CFO do Itaú entre 2021 e meados de 2024, foi condenado a pagar ao banco R$ 2,83 milhões, de acordo com uma decisão tomada em 5 de agosto tornada pública na terça-feira (18).

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De acordo com as alegações, Broedel teria autorizado o Itaú a pagar por serviços de consultoria da Care Consultoria, empresa controlada por um sócio dele em uma segunda companhia, a Broedel Consultores Associados, em que ele era acionista.

A decisão afirma que não há evidência de que o banco tinha conhecimento sobre um acordo informal com o sócio que permitiu que Broedel recebesse 40% dos pagamentos feitos pelo Itaú.

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No final de 2024, o Itaú acusou Broedel de ter atuado de forma irregular, após uma investigação interna sobre o relacionamento dele com a empresa.

Os serviços, contratados entre 2019 e 2024, custaram R$ 13,3 milhões, disse o banco, que adicionou que Broedel recebeu ao menos R$ 4,9 milhões através do arranjo. O Itaú foi à justiça pedindo um reembolso de R$ 3,35 milhões.

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Broedel, que deixou o Itaú há dois anos para assumir uma posição de liderança na contabilidade do Santander, na Espanha, disse em nota enviada pela assessoria de imprensa que sua defesa vai recorrer da decisão, e que o Itaú tentou destruir sua reputação após ele deixar o banco para assumir uma posição em um concorrente. O Santander desistiu de nomeá-lo ao cargo.

A defesa reitera que o Itaú sabia de sua relação com o sócio, e que vai insistir para que o Itaú dê acesso aos documentos em que ele diz ter informado essa condição.

“Alexsandro Broedel reitera que sempre se conduziu de maneira ética e transparente ao longo dos 12 anos em que trabalhou no Itaú Unibanco e seguirá tomando todas as medidas judiciais para provar isso”, disse ele na nota.

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