XP Asset mira carteira administrada no varejo ao bater R$ 300 bilhões sob gestão

Gestora da XP espera acelerar a oferta do produto já a partir dos próximos meses, segundo disse Leandro Bousquet, CEO da XP Asset, em entrevista à Bloomberg News; hoje no mercado em geral a oferta de carteiras administradas é restrita ao segmento private

XP
Por Felipe Saturnino - Raphael Almeida Dos Santos
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Bloomberg — A XP Asset Management prepara uma expansão da oferta de carteiras administradas para clientes do varejo, em uma nova frente de crescimento depois de alcançar R$ 300 bilhões em ativos sob gestão no primeiro semestre.

A gestora espera acelerar a oferta do produto já a partir dos próximos meses, ao mesmo tempo em que vê espaço para continuar ampliando o negócio de ETFs.

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A XP Asset detém atualmente R$ 4,8 bilhões em carteiras administradas, com 14 mil delas. O modelo permite que o investidor delegue a um gestor a seleção e a administração dos ativos em seu nome.

Segundo a Anbima, a associação do mercado de capitais, as carteiras administradas captaram R$ 9,15 bilhões no primeiro trimestre do ano e alcançaram a movimentação de R$ 1,4 trilhão em março.

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“Estamos nos estruturando para fazer essas carteiras para clientes do varejo”, disse Leandro Bousquet, CEO da XP Asset, em entrevista. Hoje, o produto no mercado de forma geral está concentrado em clientes do segmento private, segundo Bousquet.

Segundo ele, a expansão para o varejo deve impulsionar o crescimento das carteiras a partir do terceiro trimestre.

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A XP Asset captou R$ 24 bilhões no primeiro semestre de 2026, incluindo os R$ 5 bilhões da Augme, gestora de crédito que teve a aquisição concluída pela asset este ano. Dos R$ 19 bilhões restantes, R$ 8 bilhões foram captados pela célula de indexados.

Bousquet afirmou que a aposta em ETFs “está começando a se pagar”, com possibilidade de crescimento ainda em estratégias passivas, além dos ETFs de gestão ativa que serão regulados pela Comissão de Valores Mobiliários.

A classe superou os R$ 100 bilhões em patrimônio líquido recentemente na indústria de fundos brasileira, de acordo com dados da Anbima. O interesse por ETFs no país, que puxa o ‘boom’ na América Latina, é explicado por investidores que têm optado crescentemente por produtos de custos baixos e benefícios tributários.

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Outro destaque de captação da gestora da XP foram as entradas vistas em fundos imobiliários, que atraíram R$ 3 bilhões na primeira metade do ano, tanto em fundos de tijolo como de crédito.

Atualmente, a XP Asset detém R$ 54,1 bilhões em fundos indexados, com 22 ETFs na grade de produtos. A asset tem uma equipe de mais de 200 profissionais.

-- Reportagem atualizada para corrigir e dizer que as carteiras administradas estão concentradas no segmento private no mercado em geral.

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